Ciência
02/04/2008 - 14h24

Pesquisadores descobrem nova cepa de leptospirose na Amazônia peruana

Publicidade

da France Presse, em Chicago

Uma nova cepa de leptospirose foi descoberta na região de Iquitos, na Amazônia peruana, informaram na terça-feira (1º) pesquisadores dos Estados Unidos.

A bactéria pode ser responsável por até 40% dos casos de leptospirose da região. A doença, que pode matar, é transmitida de animais para humanos e pode causar icterícia, insuficiência renal ou hemorragia pulmonar, entre outras doenças.

A leptospirose afeta milhões de pessoas todos os anos, mas está se tornando cada vez mais freqüente em regiões tropicais. A doença é difícil de diagnosticar devido ao amplo leque de sintomas. As taxas de mortalidade podem chegar a 20% ou 25% em algumas regiões.

"Essa cepa tem características fundamentalmente diferentes", disse o autor do estudo, Joseph Vinetz, da Divisão de Doenças Infecciosas da Universidade da Califórnia, em San Diego.

"Acreditamos que centenas de pacientes estejam infectados com esta cepa patógena, que é tão única que os anticorpos para a doença não reagem aos exames normais de leptospirose", explicou.

Vinetz e seus colegas descobriram a variedade quando faziam um estudo clínico de pacientes na região de Iquitos, no Peru.

A equipe descobriu que 41% dos 881 pacientes analisados tinham anticorpos que reagiam apenas a essa nova variedade da bactéria, mostrando uma incidência muito maior de leptospirose do que se pensava.

"Esta observação é relevante para outras regiões do mundo, onde a leptospirose é comum, porque é necessário identificar a cepa correta da Leptospira para fazer o diagnóstico correto", comentou Vinetz.

A descoberta foi divulgada no periódico sobre doenças tropicais da "Public Library of Science".

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca