Ciência
20/04/2008 - 22h42

Pegadas de dinossauro ficam submersas após chuva forte na Paraíba

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CÍNTIA ACAYABA
da Agência Folha

As fortes chuvas que atingem a Paraíba há cerca de um mês interromperam os estudos paleontológicos no Vale dos Dinossauros, em Sousa (a 436 km de João Pessoa). Todas as 21 localidades do parque com indícios de pegadas de 120 milhões de anos estão alagadas.

As áreas alagadas possuem pegadas fossilizadas, que variam de 5 cm a 40 cm de diâmetro, de animais como tiranossauro rex, estegossauro e iguanodonte. A maior parte dos registros fósseis são de dinossauros carnívoros.

A Sudema (Superintendência de Administração do Meio Ambiente) elabora um relatório sobre as conseqüências da chuva para o parque. Segundo o superintendente Régis Cavalcanti, a barragem Rio do Peixe, próxima ao parque, sofrera uma rachadura em 2001. "Como ela já estava com uma abertura, quando veio essa chuva ocorreu o alagamento do parque", afirmou.

"Além das pegadas, as águas também cobriram algumas passarelas, utilizadas pelos turistas e estudiosos, e isso acarreta um apodrecimento mais precoce do piso, que é de madeira", disse Cavalcanti na sexta-feira (18).

A chuva, de acordo com o relato do superintendente, danificou a iluminação, destruiu trilhas e avariou quatro réplicas de dinossauros. Para Cavalcanti, porém, ainda não houve prejuízo com a perda de informações paleontológicas. Mas vai haver se nenhuma medida for tomada em breve.

De acordo com a Sudema, serão destinados R$ 240 mil para a recuperação da barragem, que inclui um canal para desviar parte da água, e para construção de um muro de proteção dos sítios paleontológicos. "Temos que esperar a água baixar para fazer a limpeza", disse Cavalcanti. "As pegadas devem estar cheias de lama e galhos."

 

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