Com duração prolongada, Cialis lidera mercado brasileiro de disfunção erétil
THIAGO FARIA
da Folha Online
Surgido cerca de cinco anos depois do pioneiro Viagra, o Cialis, produzido pelo laboratório Eli Lilly, liderou o mercado nacional de medicamentos para disfunção erétil em 2007, segundo dados da IMS Health, instituto que audita o mercado farmacêutico.
O diferencial do medicamento --que tem como princípio ativo o tadalafil e, assim como o Viagra, atua como inibidor da PDE-5 (fosfodiesterase tipo 5)-- é a sua duração prolongada. O Cialis promete ação no organismo de até 36 horas, contra durações de 4 a 8 horas oferecidos pelos seus concorrentes.
Segundo os dados da IMS Health fornecidos pelo laboratório --os dados são de uso exclusivo dos clientes da auditoria--, a liderança do Cialis está no total de vendas em dólares, que no ano passado representou 43,95% do total do mercado brasileiro --contra 38,3% do Viagra.
Em número total de comprimidos vendidos, no entanto, o título fica com o "diamante azul" da Pfizer, que ficou com 41,8% do acumulado de 2007, enquanto o Cialis teve 41,4% do total.
Os outros concorrentes vêm mais atrás, como o Levitra (vardenafil), com 11,48%, e o Vivanza (vardenafil), com 6,28%.
O Cialis ainda aparece na segunda colocação no ranking dos medicamentos mais vendidos no país em 2007, atrás apenas do Dorflex. No mesmo ranking, o Viagra aparece em quinto lugar.
Mercado global
Apesar de ter a preferência dos consumidores no país no valor total de vendas, o Cialis ainda fica atrás do Viagra no mercado global para inibidores da PDE-5.
Segundo Antonio Alas, diretor de marketing do Eli Lilly, o fato de o Viagra dominar o mercado dos Estados Unidos --o maior para remédios de disfunção erétil-- é determinante. "Eles estão lá há dez anos, o dobro do tempo do Cialis", afirma.
Ele também diz que o comprimido bege da Eli Lilly tem avançado em importantes mercados, como o europeu, e já é o mais vendido em países como França, Itália e Bélgica.
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Especial


Os ganhadores do prêmio Nobel de Medicina de 1998, na verdade foram 3: Furchgot, Louis Ignarro e Ferid Murad, todos pelo estudo conjunto do Óxido Nitrico. Fiz uma entrevista com Igarro para a revista Scientific American, onde ele conta
que ajudou sua mãe a superar crises de hipertensão
com doses de arginina - que potencializa a produção de oxido nitrico-, depois de procurar
produtos similares em farmácias, sem
encontrá-los. A indústria farmacêutica, afirma,
não se interessa por aquilo que não gera patentes.
O cientista acabou produzindo suas próprias
cápsulas, surpreendendo o médico da mãe,
que achava que as receitas dele é que estavam
gerando os resultados. Furchgot foi precursor nos estudos do NO mas Ignarro foi mais longe.
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