Estudo indica que Viagra é eficiente para distrofia muscular
da France Presse, em Washington
O Viagra, conhecido por seus efeitos contra a impotência, apresentou resultados promissores para o coração de camundongos com distrofia muscular, o que abre caminho para um tratamento potencial nos humanos, de acordo com estudos canadenses divulgados nos Estados Unidos.
A distrofia muscular é uma doença genética que se caracteriza por uma debilidade e progressiva degeneração dos músculos voluntários, que controlam os movimentos do corpo, mas afeta o coração, indiretamente.
De acordo com os autores da pesquisa, estudos anteriores mostram que o coração dos camundongos com distrofia não funciona tão bem quanto o de outros animais saudáveis e é mais sensível a uma destruição celular provocada pelo estresse.
Essas investigações faziam pensar que o fenômeno se devia a uma diminuição da formação de uma molécula chamada cGMP (guanosina monofosfato cíclico).
A utilização do Viagra (sildenafil) mostrou ser eficaz para aumentar a concentração dessa molécula, impedindo sua destruição por uma enzima chamada fosfodiesterase 5, explicou Basil Petrof, da Universidade McGill de Montreal e co-autor desse trabalho, publicado na "PNAS" de 12 de maio.
"As pesquisas mostraram, depois de muitos anos, os benefícios da molécula cGMP sobre o coração, e nosso último estudo confirma seu potencial terapêutico", completou Christian Deschepper, do Instituto de Pesquisas Clínicas de Montreal, um dos autores do estudo.
Esses trabalhos mostraram ainda que o Viagra também tem efeitos benéficos sobre outros músculos dos camundongos com distrofia muscular, motivo pelo qual seu efeito pode não se limitar ao coração.
Estudo
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Livraria
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Especial


Os ganhadores do prêmio Nobel de Medicina de 1998, na verdade foram 3: Furchgot, Louis Ignarro e Ferid Murad, todos pelo estudo conjunto do Óxido Nitrico. Fiz uma entrevista com Igarro para a revista Scientific American, onde ele conta
que ajudou sua mãe a superar crises de hipertensão
com doses de arginina - que potencializa a produção de oxido nitrico-, depois de procurar
produtos similares em farmácias, sem
encontrá-los. A indústria farmacêutica, afirma,
não se interessa por aquilo que não gera patentes.
O cientista acabou produzindo suas próprias
cápsulas, surpreendendo o médico da mãe,
que achava que as receitas dele é que estavam
gerando os resultados. Furchgot foi precursor nos estudos do NO mas Ignarro foi mais longe.
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