Ciência
13/05/2008 - 08h58

Estudo indica que Viagra é eficiente para distrofia muscular

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da France Presse, em Washington

O Viagra, conhecido por seus efeitos contra a impotência, apresentou resultados promissores para o coração de camundongos com distrofia muscular, o que abre caminho para um tratamento potencial nos humanos, de acordo com estudos canadenses divulgados nos Estados Unidos.

A distrofia muscular é uma doença genética que se caracteriza por uma debilidade e progressiva degeneração dos músculos voluntários, que controlam os movimentos do corpo, mas afeta o coração, indiretamente.

De acordo com os autores da pesquisa, estudos anteriores mostram que o coração dos camundongos com distrofia não funciona tão bem quanto o de outros animais saudáveis e é mais sensível a uma destruição celular provocada pelo estresse.

Essas investigações faziam pensar que o fenômeno se devia a uma diminuição da formação de uma molécula chamada cGMP (guanosina monofosfato cíclico).

A utilização do Viagra (sildenafil) mostrou ser eficaz para aumentar a concentração dessa molécula, impedindo sua destruição por uma enzima chamada fosfodiesterase 5, explicou Basil Petrof, da Universidade McGill de Montreal e co-autor desse trabalho, publicado na "PNAS" de 12 de maio.

"As pesquisas mostraram, depois de muitos anos, os benefícios da molécula cGMP sobre o coração, e nosso último estudo confirma seu potencial terapêutico", completou Christian Deschepper, do Instituto de Pesquisas Clínicas de Montreal, um dos autores do estudo.

Esses trabalhos mostraram ainda que o Viagra também tem efeitos benéficos sobre outros músculos dos camundongos com distrofia muscular, motivo pelo qual seu efeito pode não se limitar ao coração.

Comentários dos leitores
Antônio Marmo Cardoso (1) 23/05/2009 21h37
Antônio Marmo Cardoso (1) 23/05/2009 21h37
OLA
Os ganhadores do prêmio Nobel de Medicina de 1998, na verdade foram 3: Furchgot, Louis Ignarro e Ferid Murad, todos pelo estudo conjunto do Óxido Nitrico. Fiz uma entrevista com Igarro para a revista Scientific American, onde ele conta
que ajudou sua mãe a superar crises de hipertensão
com doses de arginina - que potencializa a produção de oxido nitrico-, depois de procurar
produtos similares em farmácias, sem
encontrá-los. A indústria farmacêutica, afirma,
não se interessa por aquilo que não gera patentes.
O cientista acabou produzindo suas próprias
cápsulas, surpreendendo o médico da mãe,
que achava que as receitas dele é que estavam
gerando os resultados. Furchgot foi precursor nos estudos do NO mas Ignarro foi mais longe.
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ANIBAL FAGUNDES (26) 04/03/2009 20h13
ANIBAL FAGUNDES (26) 04/03/2009 20h13
com relação a esses ´´ milagrosos medicamentos``, quando será lançado o generico, visto que é brochante o preço que ser cobram por quatro comprimidos deste remedios. 14 opiniões
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Mauro Tyba (1) 26/11/2008 11h48
Mauro Tyba (1) 26/11/2008 11h48
Como até hoje não precisaria de Viagra, demorei a experimentá-lo até porque temia os possíveis efeitos colaterais. Depois de tê-lo usado pela primeira vez, porém, descobri que com o medicamento o desempenho é bem melhor. Tive a mesma sensação de quando me descobri míope e inaugurei os óculos: a visão ficou mais confortável e passou a ter um alcance maior. Embora só use o Viagra esporadicamente (na maioria das vezes dispenso o produto para evitar a dependência), não sinto nenhum incômodo - pelo contrário. O Viagra é, sem dúvida, uma das melhores descobertas científicas da história farmacêutica de nosso tempo. Parabéns à Pfizer pelo pioneirismo. 7 opiniões
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