Ciência
19/05/2008 - 19h43

Deputados do Reino Unido aprovam pesquisas médicas com embriões híbridos

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da Efe, em Londres

A Câmara dos Comuns do Reino Unido aprovou nesta segunda-feira (19) a realização de pesquisas científicas com embriões híbridos, criados a partir de uma combinação de DNA humano e animal.

Após mais de três horas de debate, os deputados rejeitaram, por 336 votos contra e 176 a favor, uma emenda do Partido Conservador que propunha a proibição total do uso deste tipo de embrião em pesquisas médicas. A liberação do uso de embriões híbridos para fins terapêuticos se insere no projeto de lei de Embriologia e Fertilidade Humana, que atualmente tramita no Parlamento.

O texto, um dos carros-chefe do governo trabalhista do primeiro-ministro Gordon Brown, tem como objetivo atualizar a atual legislação, de 1990, com os últimos avanços científicos.

A proposta para o uso de embriões híbridos em pesquisas causou polêmica no Reino Unido, a ponto de Brown ter de liberar o voto de seus correligionários para evitar uma rebelião dentro do seu próprio partido.

Para vencer a resistência dos críticos, principalmente da Igreja Católica, o primeiro-ministro pediu ontem aos deputados que apoiassem o projeto de lei por considerar que o texto supõe "um esforço intrinsecamente moral" que poderia salvar e melhorar a vida de milhares de pessoas.

Aberrações

A Igreja Católica do Reino Unido acusa a nova legislação de ser imoral, violar os direitos humanos e permitir aberrações.

Brown, cujo filho mais novo, Fraser, sofre de fibrose cística, uma doença genética, também alegou que o cultivo de células-tronco a partir de embriões híbridos é crucial para o desenvolvimento de tratamentos para enfermidades como o mal de Parkinson ou o Alzheimer.

Os cientistas também dizem que a criação de embriões híbridos com núcleos celulares humanos em óvulos animais esvaziados (que seriam utilizados para cultivar células-tronco e seriam destruídos após 14 dias, antes de virarem fetos) compensaria a atual escassez de doações de óvulos humanos.

Comentários dos leitores
Julio Togni (1) 18/06/2009 14h32
Julio Togni (1) 18/06/2009 14h32
Parabéns aos pesquisadores da USP pela importante descoberta.
Lendo algumas opiniões abaixo sobre pesquisas com células-tronco não pude dexar de notar como, atualmente, é comum "malhar" a Igreja Católica como se ela fosse responsável por inúmeros males presentes no mundo.
Quanto ao assunto em questão, gostaria de expor, com maiúsculas: A IGREJA CATÓLICA NÃO É, NÃO FOI E NUNCA SERÁ CONTRA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO! É CONTRA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS ( E DEVE SER MESMO! ).
É muito importante que haja limites nas pesquisas científicas pois elas não são mais válidas quando realizadas com agressão à vida ou à dignidade de qualquer ser humano, inclusive daqueles que estão nos primeiros estágios de seu desenvolvimento.
Parabéns, novamente, à equipe da USP. E o meu desejo de que a continuidade na pesquisa com células-tronco adultas traga resultados mais espetaculares ainda.
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Conforme relata a Bíblia, Deus fez Adão cair num sono profundo ( anestesia ), serrou-lhe as costelas ( fez uma cirurgia ) e multiplicando as células fez Eva e deu-lha a Adão.
Está aí uma comprovação científica do relato Bíblico.
Células troncos podem ser retiradas de adultos e transforma-las em qualquer órgão, osso, cartilagem e tecido.
Parabens aos cientístas da USP !
Tanto a medicina halopata, homeopática e a fitoterápica vem trazendo benifícios à humanidade, mas a mais promissora de todas é a fitorerápica, pois é ortomolecular.
Na flora da amazônia estão escondidos segredos da " fonte da juventude " ou no mínimo a longevidade de uma vida saudável, como era na antiguidade.
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eduardo camillo (77) 18/03/2009 13h48
eduardo camillo (77) 18/03/2009 13h48
Novamente as células adultas caminhando a anos luz das embrionárias. E tem gente que num aprender... 34 opiniões
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