Ministro Lewandowski também pede restrições a pesquisas com células-tronco
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Ricardo Lewandowski pediu restrições a pesquisas com células-tronco, a exemplo do ministro Carlos Alberto Menezes Direito. Lewandowski acolheu parcialmente a ação que pede a inconstitucionalidade do artigo 5º da Lei de Biossegurança e pediu que a lei seja modificada de forma que as pesquisas só sejam feitas com embriões inviáveis que não se dividiram espontaneamente.
Com isso, o julgamento no STF tem agora dois votos parcialmente contra as pesquisas e três a favor --dos ministros Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie e Cármen Lúcia Antunes Rocha. Outros seis ministros ainda votarão
Pelo voto de Lewandowski, as pesquisas com embriões congeladas serão admitidas desde que não interrompam o potencial de desenvolvimento desses embriões. O ministro pediu também que seja incluído na lei a exigência de autorização dos progenitores e que os projetos de pesquisa sejam aprovados por órgãos públicos.
Direito
O ministro Direito, que é ligado à Igreja Católica, sugeriu a "inconstitucionalidade parcial" da lei. As modificações sugeridas por Direito são muito semelhante às de seu colega Lewandowski: pediu que o artigo 5º seja modificado de forma que sejam permitidas apenas pesquisas com células-tronco embrionárias retiradas do embrião, sem destruí-lo. Em seu voto, Direito disse que existem técnicas para que isso seja feito.
Direito sugeriu ainda que se permita pesquisas com embriões inviáveis que tiveram seu desenvolvimento interrompido por ausência de clivagem (divisão).
A ação direta de inconstitucionalidade foi proposta em 2005 pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que defende que o embrião pode ser considerado vida humana.
Na ação, Fonteles pede a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança, que permite a utilização em pesquisas de células-tronco embrionárias fertilizadas in vitro e não utilizadas. A regulamentação prevê que os embriões usados estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.
O julgamento da ação começou no dia 5 de março, mas foi interrompido depois de o ministro Direito pedir vista. A sessão foi retomada às 8h40 dessa quarta-feira (28).
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Especial


Lendo algumas opiniões abaixo sobre pesquisas com células-tronco não pude dexar de notar como, atualmente, é comum "malhar" a Igreja Católica como se ela fosse responsável por inúmeros males presentes no mundo.
Quanto ao assunto em questão, gostaria de expor, com maiúsculas: A IGREJA CATÓLICA NÃO É, NÃO FOI E NUNCA SERÁ CONTRA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO! É CONTRA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS ( E DEVE SER MESMO! ).
É muito importante que haja limites nas pesquisas científicas pois elas não são mais válidas quando realizadas com agressão à vida ou à dignidade de qualquer ser humano, inclusive daqueles que estão nos primeiros estágios de seu desenvolvimento.
Parabéns, novamente, à equipe da USP. E o meu desejo de que a continuidade na pesquisa com células-tronco adultas traga resultados mais espetaculares ainda.
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Está aí uma comprovação científica do relato Bíblico.
Células troncos podem ser retiradas de adultos e transforma-las em qualquer órgão, osso, cartilagem e tecido.
Parabens aos cientístas da USP !
Tanto a medicina halopata, homeopática e a fitoterápica vem trazendo benifícios à humanidade, mas a mais promissora de todas é a fitorerápica, pois é ortomolecular.
Na flora da amazônia estão escondidos segredos da " fonte da juventude " ou no mínimo a longevidade de uma vida saudável, como era na antiguidade.
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