STF suspende julgamento sobre células-tronco embrionárias
LORENNA RODRIGUES
da Folha Online, em Brasília
Atualizado às 20h20
O STF (Supremo Tribunal Federal) suspendeu por volta das 19h30 desta quarta-feira (28) a sessão que decide o futuro das pesquisas científicas com células-tronco embrionárias no país. O último ministro a votar foi Cezar Peluso, que fez ressalvas ao uso de embriões para obtenção de células tronco.
O Supremo volta a analisar a questão às 14h desta quinta-feira (29). O julgamento, que começou no último dia 5 de março e foi retomado hoje, analisa uma ação direta de inconstitucionalidade contra um artigo da Lei de Biossegurança.
| Alan Marques/Folha Imagem |
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| Ricardo Lewandowisk e Carlos Direito querem que pesquisas com células-tronco embrionárias sejam feitas sem destruir embrião |
A ação foi proposta em 2005 pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que defende que o embrião pode ser considerado vida humana.
Ele pede a exclusão do artigo 5º da lei, que permite a utilização em pesquisas de células-tronco embrionárias fertilizadas in vitro e não utilizadas.
A regulamentação prevê que os embriões usados estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.
Placar
O presidente do STF, Gilmar Mendes, esclareceu que nenhum dos oito votos proferidos até agora no julgamento são contra as pesquisas. Ele lembrou que quatro ministros fizeram restrições à Lei de Biossegurança, mas nenhum votou especificamente pela inconstitucionalidade do artigo 5º, como pede a ação em análise.
"Não há decisão contra a pesquisa. O que há são decisões a favor das pesquisas, mas submetidas a determinadas condições. Algumas condições são menos rigorosas, outras menos rigorosa. Nenhum voto leva a inconstitucionalidade da lei", afirmou Mendes.
Até agora, quatro ministros votaram contra a ação, ou seja, a favor das pesquisas mediante o que determina a lei: Carlos Ayres Britto, Ellen Gracie, Cármen Lúcia Antunes Rocha e Joaquim Barbosa. Ricardo Lewandowski e Carlos Alberto Menezes Direito votaram pela "constitucionalidade parcial" da lei e sugeriram modificações, entre elas a imposição de que só sejam feitas pesquisas com células embrionárias retiradas sem destruir o embrião.
Já os ministros Eros Grau e Cezar Peluso votaram pela constitucionalidade da lei, mas também pediram modificações no texto.
"Vamos ter que fazer uma avaliação a partir do cômputo geral dos resultados. Vamos aguardar o pronunciamento definitivo amanhã. Estamos organizando uma tabela para que possamos analisar [as restrições], se for relevante", disse o ministro.
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Especial



Lendo algumas opiniões abaixo sobre pesquisas com células-tronco não pude dexar de notar como, atualmente, é comum "malhar" a Igreja Católica como se ela fosse responsável por inúmeros males presentes no mundo.
Quanto ao assunto em questão, gostaria de expor, com maiúsculas: A IGREJA CATÓLICA NÃO É, NÃO FOI E NUNCA SERÁ CONTRA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO! É CONTRA A PESQUISA COM CÉLULAS-TRONCO EMBRIONÁRIAS ( E DEVE SER MESMO! ).
É muito importante que haja limites nas pesquisas científicas pois elas não são mais válidas quando realizadas com agressão à vida ou à dignidade de qualquer ser humano, inclusive daqueles que estão nos primeiros estágios de seu desenvolvimento.
Parabéns, novamente, à equipe da USP. E o meu desejo de que a continuidade na pesquisa com células-tronco adultas traga resultados mais espetaculares ainda.
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Está aí uma comprovação científica do relato Bíblico.
Células troncos podem ser retiradas de adultos e transforma-las em qualquer órgão, osso, cartilagem e tecido.
Parabens aos cientístas da USP !
Tanto a medicina halopata, homeopática e a fitoterápica vem trazendo benifícios à humanidade, mas a mais promissora de todas é a fitorerápica, pois é ortomolecular.
Na flora da amazônia estão escondidos segredos da " fonte da juventude " ou no mínimo a longevidade de uma vida saudável, como era na antiguidade.
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