Ciência
02/06/2008 - 09h58

Sobrevida de pacientes com metástase aumenta com droga

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CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

O câncer com metástase está deixando de ser, em alguns casos, uma sentença de morte para o paciente. A sobrevida tem aumentado e, em alguns casos, já se pode falar em cura. Por trás dessa nova realidade estão as terapias-alvo, associadas ao novos quimio e radioterápicos e as cirurgias mais sofisticadas.

A metástase, o grau mais agressivo do câncer, ocorre quando o tumor deixa o local de origem e começa a se espalhar pelo organismo. As chances de cura diminuem conforme a doença evolui.

Os médicos dizem que a tendência é que, futuramente, esse tipo de câncer seja tratado como uma doença crônica, com um coquetel de drogas, tal como a Aids.

"O caminho do câncer é exatamente o mesmo que foi o da Aids. Você tem remédios hoje que permitem que os pacientes vivam mais e esse tempo de sobrevida tem sido aumentado gradativamente", afirma o oncologista Paulo Hoff.

Há menos de dez anos, o câncer de intestino, por exemplo, tinha sobrevida média de 11 meses. Agora, já passa a três anos. Só que o custo do tratamento passou de US$ 5.000 para US$ 150 mil, segundo Hoff.

"Houve um ganho real, mas a um custo financeiro grande. Os remédios estão mais caros e o paciente passa a consumi-los por mais tempo", diz o médico.

Por outro lado, afirma Hoff, é natural que o custo tende a se diluir com o tempo, com o surgimento de medicações concorrentes e os genéricos. "Por enquanto, o caminho é selecionar muito bem os pacientes que vão receber essas drogas", diz Hoff.

 

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