Arqueólogos de Alexandria adotam novas tecnologias
da Agência LusaOs arqueólogos de Alexandria deixaram de lado o cinzel e o pincéis e renderam-se às novas tecnologias em suas escavações terrestres e submarinas.
No Forte de Qaitbay, no extremo oeste de Alexandria, onde repousam sob as águas cerca de 5.000 peças de antiguidades faraônicas e greco-romanas, os arqueólogos podem se comunicar via telefone em baixo d'água com o resto da equipe em terra, explicou Jean-Yves Empereur, do Centro Nacional de Investigação Científica francês (CNRS) e fundador do Centro de Estudos Alexandrinos (CEA).
"O mergulhador é equipado com um computador portátil comum, ligado por cabo a um emissor instalado numa bóia, à superfície", disse Empereur, afirmando que os mergulhadores-arqueólogos transportam um pequeno microfone em forma de palha, que lhes permite falar sem abrir os dentes.
Os técnicos trabalham atualmente em uma ligação submarina GSM (Global System for Mobile Communication) sem fio e nas comunicações submarinas entre mergulhadores.
No bairro Fouad, na Alexandria antiga, outra ferramenta de comunicação está sendo testada, o Cybernis.
Trata-se de duas câmeras de vídeo, uma inserida nos óculos e outra para levar na mão, além de um microfone, tudo ligado a um emissor que permite transmitir imagens e sons ao laboratório e daí, via internet, para qualquer parte do mundo.
"Podemos guiar um investigador, em tempo real, a milhares de quilômetros de distância, o que permite acelerar as escavações", disse o cientista francês.
Outra invenção, o Houria (Hipermedia Organizada para a Utilização e Pesquisa de Informação Assistida), consiste numa placa gráfica, táctil, que permite receber ou difundir imagens de scanner e contatar por videoconferência e em três dimensões os investigadores que não estão no local das escavações.
"Por exemplo, é possível colocar uma moeda sobre a placa, enviar a sua imagem para um gabinete especializado onde esta é interpretada", indicou Empereur.
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