Telescópio espacial de raios gama se separa de foguete e entra em órbita
da Folha Online
Após ser lançado no início da tarde desta quarta-feira (11), na base área de Cabo Canaveral, na Flórida, o telescópio Glast se separou com sucesso do foguete Delta 2, que o levou ao espaço. Cerca de 20 minutos depois de se separar do veículo, os painéis solares do equipamento se abriram e começaram a receber a energia necessária para fazer os instrumentos funcionarem.
Depois de um vôo de 75 minutos, o telescópio norte-americano foi colocado em órbita. O equipamento vai começar a transmitir os primeiros dados em cerca de três semanas. "Depois de 60 dias de checagem e um período de calibragem inicial, nós vamos iniciar as primeiras operações científicas", afirma o pesquisador Steve Ritz.
O Glast é composto basicamente de um rastreador de trajetórias de partículas e de um calorímetro (medidor de energia). Sua missão é fazer uma varredura diária do céu para mapear fontes de raios gama --o tipo de radiação mais energético que existe-- e registrar sua dinâmica.
Essa radiação emana, por exemplo, de núcleos de galáxias com grandes buracos negros, que podem vir a ser mais bem entendidos com o Glast. Ele também investigará misteriosas explosões de raios gama registradas diariamente no espaço com origem desconhecida.
Pela primeira vez, também, será possível estudar física de partículas no espaço, da mesma maneira como já se faz nos aceleradores de partículas na Terra. O Glast poderá detectar, por exemplo, uma partícula hipotética batizada de neutralino. Talvez ela seja aquilo que físicos chamam de 'matéria escura' --a matéria mais abundante do Universo, mas que, também, ninguém sabe o que é.
Com Folha de S.Paulo
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