Após 17 anos, sonda solar Ulysses concluirá operações
da Efe, em Washington
A missão de prospecção solar da sonda Ulysses, uma operação conjunta da Nasa, a agência espacial norte-americana, e da ESA, a agência espacial européia, concluirá suas operações no mês que vem, após 17 anos de atividades. A informação foi divulgada ontem pelo JPL (Laboratório de Propulsão a Jato) da Nasa.
A sonda, cujo objetivo era analisar a heliosfera, já cumpriu atividades quase quatro vezes superiores às previstas inicialmente, assinalou a Nasa.
No entanto, os cientistas indicaram que colocarão fim a suas operações no início do mês que vem, devido a uma redução da energia produzida por seus geradores.
"A Ulysses mudou para sempre a forma como os cientistas estudam o sol e seus efeitos sobre o espaço o rodeia", disse.
"O propósito central foi estudar, de todos os ângulos, a heliosfera, que é a enorme bolha criada pelos ventos solares", indicou Ed Smith, diretor do projeto da JPL.
Uma das principais descobertas da sonda foi a revelação de que o campo magnético que surge dos pólos solares é muito mais frágil do que se achava.
Para levar a cabo essa tarefa, os dez instrumentos da Ulysses foram fabricados com materiais resistentes ao intenso calor e à radiação.
Nos últimos anos, e à medida que a sonda concluía sua viagem de 8,6 bilhões de quilômetros, a provisão de energia começou a decair, apesar dos esforços dos engenheiros para conservá-la mediante ordens transmitidas da Terra.
"A tristeza que eu posso estar sentindo é pequena em comparação com o orgulho de ter trabalhado em uma missão tão magnífica. Embora suas operações terminem, as descobertas científicas da Ulysses persistirão durante muitos anos", disse Nigel Angol, um dos diretores da missão.
A Ulysses partiu rumo à heliosfera a bordo do ônibus espacial Discovery, em 6 de outubro de 1990.
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