Ciência
17/06/2008 - 09h23

Farmácias sem pílulas e camisinhas ganham força nos EUA

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da Ansa, em Washington

Estão se espalhando pelos Estados Unidos as chamadas "Farmácias pela Vida", que vendem tudo o que se encontra em uma farmácia comum, exceto camisinhas e pílulas anticoncepcionais.

Os proprietários dessas farmácias recusam-se a colocar à disposição produtos que consideram contrários a sua religião ou sua moral. A maioria baseia-se em crenças religiosas, principalmente a católica.

"O que estamos fazendo é simplesmente permitir a um farmacêutico que não seja envolvido no ato de impedir o desenvolvimento de uma vida humana de algum modo", defende Karen Brauer, presidente da organização "Farmácias pela Vida"

O National Women Law Center, associação norte-americana que defende leis favoráveis à mulher, não vê com bons olhos essa tendência: "Estou muito preocupada com esse fenômeno, o acesso à contracepção é essencial para a saúde feminina e desse modo uma mulher vítima de violência pode ser impossibilitada de comprar a pílula do dia seguinte em uma dessas farmácias", disse uma das responsáveis pela associação, Marcia Greenberg.

Para ela, é alarmante o fato de muitas dessas farmácias pela vida recusarem-se ainda a fornecer às mulheres informações sobre onde encontrar lugares que vendem anticoncepcionais, mas não ter nenhum problema em vender remédios como o Viagra, que ajudam a sexualidade masculina.

Comentários dos leitores
Antônio Marmo Cardoso (1) 23/05/2009 21h37
Antônio Marmo Cardoso (1) 23/05/2009 21h37
OLA
Os ganhadores do prêmio Nobel de Medicina de 1998, na verdade foram 3: Furchgot, Louis Ignarro e Ferid Murad, todos pelo estudo conjunto do Óxido Nitrico. Fiz uma entrevista com Igarro para a revista Scientific American, onde ele conta
que ajudou sua mãe a superar crises de hipertensão
com doses de arginina - que potencializa a produção de oxido nitrico-, depois de procurar
produtos similares em farmácias, sem
encontrá-los. A indústria farmacêutica, afirma,
não se interessa por aquilo que não gera patentes.
O cientista acabou produzindo suas próprias
cápsulas, surpreendendo o médico da mãe,
que achava que as receitas dele é que estavam
gerando os resultados. Furchgot foi precursor nos estudos do NO mas Ignarro foi mais longe.
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ANIBAL FAGUNDES (26) 04/03/2009 20h13
ANIBAL FAGUNDES (26) 04/03/2009 20h13
com relação a esses ´´ milagrosos medicamentos``, quando será lançado o generico, visto que é brochante o preço que ser cobram por quatro comprimidos deste remedios. 14 opiniões
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Mauro Tyba (1) 26/11/2008 11h48
Mauro Tyba (1) 26/11/2008 11h48
Como até hoje não precisaria de Viagra, demorei a experimentá-lo até porque temia os possíveis efeitos colaterais. Depois de tê-lo usado pela primeira vez, porém, descobri que com o medicamento o desempenho é bem melhor. Tive a mesma sensação de quando me descobri míope e inaugurei os óculos: a visão ficou mais confortável e passou a ter um alcance maior. Embora só use o Viagra esporadicamente (na maioria das vezes dispenso o produto para evitar a dependência), não sinto nenhum incômodo - pelo contrário. O Viagra é, sem dúvida, uma das melhores descobertas científicas da história farmacêutica de nosso tempo. Parabéns à Pfizer pelo pioneirismo. 7 opiniões
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