Ciência
08/09/2008 - 09h47

Três óleos vegetais apresentam nível alto de gordura

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RICARDO WESTIN
da Folha de S.Paulo

A informação "livre de gordura trans" pode enganar o consumidor. A entidade de defesa do consumidor Pro Teste analisou 21 marcas de óleos vegetais, tidos como mais saudáveis que os óleos de origem animal, e viu que três tinham níveis consideráveis da gordura.

De acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), a gordura trans não pode representar mais do que 2% das gorduras totais. A Pro Teste encontrou 4,62% no óleo de canola Sinhá, 3,05% no de girassol Camil e 2,07% no de milho Granfino.

A Camil disse que solicitou esclarecimentos ao fornecedor, na Argentina, e que "suspendeu preventivamente" as compras do produto. A Granfino respondeu que seus produtos já estão "em níveis melhores do que os do lote avaliado". A Sinhá afirmou que não teria tempo para formular uma resposta.

Pelas normas, o alimento pode se promover como livre de gordura trans se não contiver, numa porção de 100 gramas, mais que 0,2 grama dessa gordura. A OMS alerta que o consumo dessa gordura não pode passar de dois gramas por dia.

Comentários dos leitores
José Alberto (51) 16/10/2008 15h41
José Alberto (51) 16/10/2008 15h41
Ora foi a propria industria que para ganhar mais dinheiro ,fez a propaganda que oleo era melhor que gordura pois o oleo ela queimava em caldeiras ou jogava-se fora e hoje da a desculpa que é mais caro que gordura trans das quais foi feita como derivado da gordura normal e tb depois enxergaram que com o oleo não daria para fazer o que eles queriam, isso é vender as frituras com um gosto saboroso mas envenenar os produtos e as pessoas, agora eu tenho certeza que gordura trans tem que acabar em 1 ano e não tres pois estão dizendo isso pois os estoques deles ( industria estão lotados) e querem empurrar todo o lote para a população e não levar nenhum prejuizo pela compra e a população que gaste mais pois ate as farmacias pertencem a diversos grupos de exploração. É com isso que vemos a população principalmentwe a dos salgadinhos e frituras obesas mas mesmo assim mal alimentadas. Cade o governo nisso tudo não existe controle, ou não tem força para conter a industria de consumo da trans... 1 opinião
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O Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) e a Associação Brasileira de Nutrição (Asbran) ressaltam que é consenso no meio científico que o consumo de grandes quantidades de ácidos graxos trans (gordura trans) é prejudicial. Não há mais dúvidas sobre isso. A própria Organização Mundial de Saúde, desde 2003, confirmou a posição. Isso não é o resultado de uma pesquisa em que "os ratos foram entupidos com margarina", mas sim um consenso construído por um comitê de experts que avaliam os dados da literatura científica publicados mundialmente.
É difícil definir o tempo necessário para acabar com a gordura trans dos alimentos industrializados. O Canadá conseguiu porque investiu em pesquisas. No Brasil, as grandes indústrias de alimentos já estão assumindo que seus produtos, que tradicionalmente tinham grandes quantidades de gordura trans como os biscoitos, já estão isentos desta forma de gordura. Se algumas indústrias conseguiram, por que não as demais?
A indústria terá que fazer investimentos e não apenas lucrar. Quem ganhará com isso é o sistema de saúde e a população de um modo geral. O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, tem razão.
Conselho Federal de Nutricionistas
Associação Brasileira de Nutrição
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Lucio Lopes (3) 08/09/2008 17h28
Lucio Lopes (3) 08/09/2008 17h28
Independentemente da proibição, as empresas devem ser processadas por quem se julgar prejudicado. Haja vista a infinidade de ações milionárias que as empresas tabagistas amercanas responderam e pagaram.
Devemos observar que as empresas que teimam com a godura trans são empresas que contribuem com a desgraça da população e que muitas podem estar falsificando seus rótulos isentando seus produtos do citado veneno. Neste caso as indenizações deveriam ser bem maiores.
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