Ciência
10/09/2008 - 11h11

Saiba detalhes sobre a maior máquina já construída pelo homem

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da Folha de S.Paulo

Não será o fim do mundo, mas a maior máquina já construída na história, enterrada sob a fronteira da Suíça com a França, poderá formar até pequenos buracos negros, devido à sua energia. As colisões de núcleos de átomos no túnel de mais de 27 km do LHC (Grande Colisor de Hádrons) vão gerar uma montanha de dados. Veja como o acelerador funciona.

Por dentro da supermáquina

O QUE É
-O LHC (Grande Colisor de Hádrons) vai acelerar prótons (partículas contidas no núcleo de átomos) a altíssimas velocidades e fazê-los colidir entre si. Essas colisões produzem diversos outros tipos de partículas, permitindo aos físicos investigar o que compõe a matéria e a energia no nível mais elementar.

COMO É
-Dois feixes de prótons percorrerão um túnel circular de 27 km. Um seguirá no sentido horário, outro no anti-horário. Os dois raios têm espessura de um sétimo de um fio de cabelo, mas a energia total de cada um é comparável à de um trem de 400 toneladas viajando a 150 km/h.

GELADEIRA GIGANTE
-Os ímãs que darão impulso aos prótons no túnel do LHC funcionam resfriados por hélio líquido a -271,3ºC --mais frio do que no espaço sideral.

VELOCIDADE MÁXIMA
-Cada próton no LHC dará 11.245 voltas no detector a cada segundo, viajando a 99,9999991% da velocidade da luz. Um feixe de prótons pode viajar durante dez horas no detector, cobrindo mais do que a distância de ida e volta a Netuno.

-O Modelo Padrão, a teoria que trata do mundo microscópico, é o que está em jogo. Ela divide as partículas elementares em "férmions" (constituintes da matéria) e "bósons" (partículas das forças de interação). Os férmions, por sua vez, se dividem em "quarks" (partículas pesadas como as que ficam no núcleo dos átomos) e léptons (partículas mais leves, como o elétron). O bóson mais conhecido é o fóton (a partícula da luz e do eletromagnetismo), que não tem peso. Não existe teoria comprovada para explicar por que as massas são diferentes. Uma partícula hipotética, o bóson de Higgs, pode ser a solução.

Martial Trezzini/AP
LHC, acelerador de partículas enterrado na Europa, pode resolver problemas que atormentam os físicos
LHC, acelerador de partículas enterrado na Europa, pode resolver problemas que atormentam os físicos

OS DETECTORES

1 - ATLAS
O maior detector do LHC não caberia na catedral de Notre Dame. Seu objetivo principal é detectar o bóson de Higgs, mas ele pode ser usado com outros objetivos, como tentar detectar a chamada "supersimetria" --a existência de uma outra família de partículas no Modelo Padrão, mas com "spin" (rotação) diferente.

2 - LHCb
Este detector investiga a diferença entre matéria e antimatéria --a matéria com carga invertida (elétrons positivos, prótons negativos etc.). Por alguma razão, a quantidade de matéria superou a de antimatéria no Universo, e os cientistas vão produzir antimatéria de maneira controlada no LHCb para tentar descobrir por quê.

3 - ALICE
O Alice vai promover colisões entre íons de chumbo para criar um inferno energético semelhante ao estado da matéria logo após o Big Bang --explosão que originou o Universo. Entendendo melhor como partículas elementares chamadas quarks interagem entre si, cientistas ajudarão a cosmologia a entender melhor a evolução do Universo.

4 - CMS
É o segundo maior detector do LHC. Assim como o Atlas, é um detector versátil e de propósitos múltiplos. Também terá capacidade de encontrar o bóson de Higgs e de fazer experimentos alternativos -como procurar dimensões extra do espaço.

Salvatore Di Nolfi/AP
Dois feixes de prótons percorreram um túnel circular de 27 km; um no sentido horário, outro no anti-horário
Dois feixes de prótons percorreram um túnel circular de 27 km; um no sentido horário, outro no anti-horário

COLHENDO RESULTADOS

Saiba o que os cientistas esperam detectar no acelerador:

QUESTÃO DE MASSA
O que físicos mais esperam ver é uma colisão liberando o bóson de Higgs. Essa partícula, segundo a teoria, cria um campo de força que interage com outras partículas e confere massa a elas.

FORA DO PADRÃO
Algumas tarefas do LHC não têm relação com o Modelo Padrão. Cientistas poderão descobrir, por exemplo, se existe uma quarta dimensão do espaço, prevista teoricamente. Também poderão surgir miniburacos negros, ou alguma pista sobre a matéria escura --que forma 26% de tudo o que existe no Universo, mas ninguém sabe do que é composta.

BYTES ESTRATOSFÉRICOS
Os experimentos do LHC vão gerar a cada ano mais de 10 milhões de gigabytes de dados. Para gravar tudo isso seria preciso uma pilha de CDs com 20 km de altura. As informações, porém, ficarão guardadas em uma super-rede de computadores.

Comentários dos leitores
luiz carlos (3) 24/11/2009 08h30
luiz carlos (3) 24/11/2009 08h30
A Propagação da radiação gama, radiação "X" e radiação ultravioleta, devido a alta velocidade que as Substâncias/energias magnéticas apresentam, elas interagem com o elétron, e devido a Transferência de muita energia cinética, provocam o deslocamento deste elétron, desviando a radiação que diminui a sua velocidade cinética.
Nesta propagação de interações, com uma quantidade grande de elétrons no seu percurso, a substância/energia magnética positiva-negativa se mantém, mas a velocidade inicial vai diminuindo á cada nova interação, pois, a radiação transfere parte da sua energia cinética ao elétron, destacando-o do seu orbital, e á medida que o raio vai diminuindo de velocidade, vai se transformando em outras energias dentro do espectro das radiações eletromagnéticas, passando de radiação gama para radiação X, desta para ultravioleta, desta para luz visível, desta para o infra vermelho, deste para micro ondas, ondas de radio/ televisão e depois para energia escura.
A propagação radiação visível apresenta uma interação com o elétron ocorrendo troca da substância/energia magnética negativa entre a radiação e o elétron de modo que 01 substância/energia manética negativa seja substituída entre a radiação e o elétron. Outro ponto importante ,é que a velocidade da radiação nessa interação não destaca o elétron da sua camada, apenas transmite energia cinética , aumentando a velocidade de giro do elétron. Ocorrendo nessa interação uma propagação em movimento retilíneo -luz
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luiz carlos (3) 24/11/2009 08h19
luiz carlos (3) 24/11/2009 08h19
As força magnética de atração, entre o elétron e o posítron, é uma característica espetacular dessas partículas.
Os aglomerados, prótons e nêutrons, são formados por elétrons e posítrons estabilizados pela força magnética de união, e esta formação somente foi possível, pela força gravitacional de estrelas que impediu o processo de aniquilação, que permitiu que a força de atração fosse distribuída estruturalmente, entre elétrons e posítrons, agindo como força magnética de união nuclear.
A energia cinética, a que são impulsionados os produtos desse encontro (processo de aniquilação), é provocada pela força de atração entre o elétron e o posítron que é uma característa espetacular desta interação.
A Força magnética de União nuclear é distribuição vetorial das forças magnéticas de atração que mantém os elétrons e posítrons, constituintes dos prótons e dos nêutrons, estabilizados, além de manter os próprios prótons e nêutrons coesos na formação do núcleo.
Quando ocorreu o processo de fusão nuclear de prótons do hidrogênio (4) para a formação do hélio-4, além de, aproximadamente 0,71% do número de posítrons e elétrons terem deixado a condição de matéria no processo de aniquilação, para manter a coesão destes 02 prótons e 02 nêutrons, ocorreu mais distribuiçao de vetores da força de atração, deixando por este motivo o núcleo com menor força de união e cada elemento químico mais massivo, esta força magnética de união nuclear será menor.
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luiz carlos (3) 24/11/2009 08h12
luiz carlos (3) 24/11/2009 08h12
o núcleo atômico é formado por prótons e nêutrons, constituídos por elétrons e posítrons, mantidos coesos pela distruibuição vetorial das forças magnéticas de atração (força magnética de união nuclear - e não gluons) e o mediador fóton ér a união de uma substância/energia magnética positiva com uma negativa com propulsão cinética, os bósons W e Z, não existem para explicar os decaimentos beta (+) e beta (-), onde são emitidos elétrons, posítrons, neutrinos e antineutrinos - pois eles estão presentes no núcleo atômico e não existem os mediadores da força gravitacional - os gravitons - pois esta força é o resultado da compressão da energia escura sobre a matéria, que é resultado da radiação eletromagnética sem energia cinética, então, nossas teorias atuais têm que voltar mais de um século, para muitas correções teóricas e matemáticas.
Este assunto está sendo tratatado no Livro: Teoria Nuclear - As substâncias/energias magnéticas. Solicite o arquivo gratuitamente em luiz1611@hotmail.com
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