Ciência
10/09/2008 - 12h25

Variações genéticas estão ligadas a câncer de pulmão, diz estudo

Publicidade

da France Presse, em Washington

Variações genéticas em uma mesma região cromossômica estão vinculadas a um risco de câncer de pulmão de cinco a sete vezes maior em pessoas com antecedentes familiares da doença, mesmo que não fumem. É o que revela um estudo publicado nos EUA nesta semana.

"Muitos fumantes não desenvolvem câncer de pulmão, o que nos leva a pensar que existem diferenças genéticas destes em relação aos que fumam e têm a doença", apontou o doutor Ming You, do Centro Siteman do câncer da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, principal autor do estudo.

"Sabemos também que algumas famílias têm uma incidência elevada de câncer de pulmão. Se conseguirmos identificar os fatores genéticos vinculados a isso poderíamos prevenir a doença nessas pessoas", afirmou, explicando que "esta região cromossômica poderia ser uma parte chave do quebra-cabeça".

Os pesquisadores acompanharam 194 pessoas com antecedentes familiares de câncer de pulmão e compararam seu perfil genético com o de 219 pessoas de mais de 60 anos sem histórico da doença na família.

Amostras de DNA do sangue dos participantes foram escaneadas para detectar mais de 300 mil variações genéticas humanas conhecidas.

Os pesquisadores descobriram algumas variantes genéticas amplamente ligadas a antecedentes familiares de câncer de pulmão em vários cromossomos. No entanto, uma concentração de variantes genéticas sobre uma porção do cromossomo 15 mostrou ter a relação mais forte com este tipo de câncer.

Cigarro

No mês passado, o governador José Serra (PSDB) enviou à Assembléia Legislativa de São Paulo um projeto de lei que proíbe o cigarro em todos os ambiente coletivos fechados, até mesmo nos chamados fumódromos. Se aprovada a lei, só será permitido fumar ao ar livre e dentro de casa.

Um dos argumentos do governo é justamente o gasto elevado do tratamento das doenças decorrentes do fumo. Reconhecido como doença, o tabagismo dá origem a outros 56 males, como diversos tipos de câncer, bronquite, osteoporose e até impotência sexual.

No Estado de São Paulo, os pacientes que estão sendo tratados de doenças provocadas pelo cigarro custaram à rede pública de saúde, no ano passado, pelo menos R$ 92 milhões.

 

FolhaShop

Digite produto
ou marca