Ciência
18/09/2008 - 19h02

Ministério da Saúde contesta dados da OMS sobre malária

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da Folha Online

O governo brasileiro contesta o relatório da OMS (Organização Mundial de Saúde) divulgado nesta quinta-feira (18) que colocou o país como um dos 30 países com maior incidência de malária no mundo, com 1,4 milhão de casos em 2006, principalmente na região da Amazônia Legal.

O Ministério da Saúde condenou o relatório e disse, em nota, que "não reconhece como verdadeiros os dados". Segundo o órgão, a Amazônia Legal teve 549.184 casos durante o ano de 2006 --a região é responsável por 99,7% das notificações de malária do país.

Para o ministério, a confusão nos dados se deve ao método utilizado pela OMS para coletar os dados, por projeção. O governo diz que o método pode ser utilizado para a África, em que não há registros confiáveis sobre a ocorrência da doença, o que não é o caso do Brasil.

"Na África, por exemplo, não há um sistema de informação adequado, então eles trabalham com projeção. No Brasil, temos um sistema de informação muito bem organizado, um dos melhores sistemas de informação do Ministério", afirma José Ladislau, coordenador do programa de malária do ministério, em nota. O órgão entrou em contato com a OMS para que as informações sejam revistas.

Dados do ministério indicam que a forma mais grave da doença teve uma diminuição de casos de 46,2% no primeiro semestre deste ano. Na forma mais brada, ocorreu uma queda de 35,2% nos casos da doença.

No mundo, segundo a OMS, 247 milhões de pessoas sofriam de malária em 2006 e 881 mil delas morreram. No entanto, o documento afirma que aconteceram progressos na África, onde Eritréia, Ruanda e São Tomé e Príncipe reduziram pela metade as mortes causadas por malária.

O restante das mortes foi registrado principalmente na Índia e no Sudão, segundo o relatório da entidade.

 

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