Pesquisadores identificam duas variações genéticas ligadas ao câncer de pele
da Reuters, em Londres
Cientistas descobriram duas variações genéticas que podem aumentar o risco de um dos tipos de câncer de pele mais comuns no mundo, o carcinoma basocelular. As variações não têm participação na formação da cor da pele, mas a presença de ambas faz com que o paciente tenha três vezes mais chances de desenvolver o câncer, afirmam os pesquisadores da empresa de biotecnologia islandesa Decode Genetics.
Aqui nós temos duas variações que não têm qualquer impacto na pigmentação [da pele] e afetam apenas o risco do carcinoma basocelular", afirma Kari Stefansson, executivo-chefe da Decode. "Nós não sabemos por que isso acontece".
| Reuters |
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| Pápula causada pelo carcinoma; estudo feito por empresa da Islândia indica que duas variações genéticas elevam seu risco |
Segundo a Academia Americana de Dermatologia, o carcinoma basocelular é o tipo de câncer mais comum no mundo. Na maioria dos casos, o câncer é causado pela exposição a raios ultravioleta do Sol.
A maior parte dos casos tem tratamento simples, se detectados cedo, mas em algumas ocasiões o câncer pode se tornar resistente, causando danos à pele --pode ainda se alastrar para ossos e cartilagens.
Os pesquisadores da Decode analisaram os genes de mais de 30 mil pessoas para identificar os efeitos das variações genéticas. O estudo, publicado pela revista "Nature Genetics", também indica que o risco de desenvolver o carcinoma é 12 vezes mais alto quando a pessoa tem essas novas variações associadas a outras três já relacionadas ao câncer.
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