Conexão artificial devolve movimentação a macacos com paralisia
da Efe, em Londres
Cientistas norte-americanos conseguiram devolver a mobilidade a macacos com os membros paralisados, graças a uma conexão artificial entre neurônios motores e os músculos do braço. Trata-se de um descobrimento promissor para pacientes com danos na espinha dorsal.
Em estudo publicado nesta quarta-feira (15) pela revista científica "Nature", a equipe de pesquisadores, da Universidade de Washington (EUA), explica como conseguiu gerar movimento nos membros estabelecendo uma rota alternativa à espinha dorsal, usando uma máquina que conectou diretamente o cérebro e os músculos.
Assim, os sinais se transmitiram desde a parte do cérebro que controla o movimento até os membros, devolvendo, artificialmente, a estimulação elétrica aos músculos paralisados.
Trata-se de uma demonstração de que conexões artificiais diretas entre as células corticais e os músculos podem funcionar sem que os sinais sigam os caminhos fisiológicos naturais, interrompidos pelo dano da espinha dorsal.
O motivo é que os danos na espinha dorsal afetam as conexões neurológicas entre o cérebro e os membros, mas não os músculos nem ao cérebro em si.
Segundo os cientistas, chefiados por Chet Moritz, a partir desta descoberta pode ser desenvolvida uma série de "neuropróteses" que funcionem como circuitos eletrônicos autônomos, permitindo devolver a mobilidade de pacientes com paralisias causadas por danos na espinha dorsal.
Graças à máquina idealizada pelos pesquisadores, os macacos, cujos membros se paralisaram mediante anestesia, aprenderam a controlar o estímulo dos músculos.
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