Ciência
25/10/2008 - 11h15

Em 24h, anticoncepcional é liberado e volta a ser suspenso em SP

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CLÁUDIA COLLUCCI
da Folha de S.Paulo

Um dia após ter a venda liberada pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado de São Paulo, o anticoncepcional injetável Contracep voltou a ser proibido ontem. Ambas as medidas foram em razão de decisões judiciais.

Anteontem, por determinação da 11ª Vara da Fazenda Pública do Estado, o contraceptivo foi liberado graças a uma sentença favorável a uma ação judicial movida pela fabricante do anticoncepcional (EMS Sigma Pharma). No mesmo dia, a Secretaria de Estado da Saúde recorreu da decisão e conseguiu suspender novamente a venda do produto. Ontem, a EMS não quis comentar a medida.

O anticoncepcional está interditado há quase um ano no território paulista. No resto do país, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou a volta da comercialização do remédio em fevereiro. A vigilância paulista não concordou e manteve a proibição.

À época da interdição, laudos do Instituto Adolfo Lutz de SP mostraram que três lotes do produto tinham problemas --uma quantidade de hormônios menor que a esperada, o que levou à suspensão da droga.

Houve relatos de pelo menos três mulheres que disseram ter engravidado enquanto usavam o remédio. A empresa diz que "não tem registro de casos conclusivos de gravidez por ineficácia do produto".

 

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