Sonda enviada pela Índia pousa na Lua
da France Presse, em Bangalore
Uma sonda enviada pela Índia pousou nesta sexta-feira (14) na superfície lunar, anunciou a Organização de Pesquisas Espaciais do país. A sonda alunissou por volta das 13h no horário de Brasília, 25 minutos depois de lançada por uma nave não tripulada em órbita lunar.
O foguete indiano PSLV levava a bordo o satélite Chandrayaan-1, equipado com uma sonda lunar, do centro espacial Satish Dhawan de Sriharikota, uma península do sudeste da Índia. A missão inédita consta de várias etapas e deve durar dois anos.
O aparelho espacial leva instrumentos científicos indianos, europeus e americanos, para uma série de experiências e observações ao redor e na Lua durante dois anos, incluindo estudos topográficos, a busca de água, minerais e substâncias químicas.
A Índia, com ambições de superpotência, quer demonstrar que é um líder em termos de tecnologias espaciais, em meio a uma disputa com China e Japão. Pequim tem uma grande vantagem neste campo, já que em setembro conseguiu realizar uma caminhada espacial humana e reiterou a ambição de realizar um vôo tripulado à Lua.
Disputa
As grandes potências da Ásia lutam pela conquista da Lua, que pretendem transformar em plataforma de exploração espacial, e de Marte.
Além do envio de uma missão lunar tripulada, a China quer construir um laboratório no espaço, concorrente da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês). O Japão lançou uma sonda lunar no fim de 2007 e deseja enviar um astronauta ao satélite até 2020.
A Índia tem previstos 60 vôos espaciais até 2013, também à Lua e Marte. A agência espacial nacional sonha em mandar um indiano ao espaço. Para preparar esse vôo tripulado, Nova Délhi conseguiu recuperar na Terra, em 2007, uma cápsula enviada ao espaço.
Esta nova potência econômica também almeja entrar para o seleto e restrito clube de países lançadores de satélites comerciais. Estados Unidos, Rússia, China, Ucrânia e a Agência Espacial Européia compartilham este mercado, que deve render US$ 145 bilhões nos próximos 10 anos.
Em abril, a Índia fez história ao colocar em órbita --ao mesmo tempo e com apenas um lançador-- dez satélites, oito deles estrangeiros. O gigante do sul da Ásia cobra 35% a menos por seus lançamentos que as outras agências espaciais internacionais.
O programa espacial do país teve início em 1963, mas até pouco tempo atrás estava reservado aos lançamentos dos próprios satélites, o primeiro deles em 1980.
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