Marcador genético "denuncia" resistência de indivíduo ao álcool, diz estudo
da France Presse, em Chicago
Um marcador genético pode tornar algumas pessoas mais vulneráveis à dependência do cigarro, ou levar outras a consumir uma quantidade maior de álcool antes de se embriagarem, afirma um estudo divulgado nos Estados Unidos.
Pesquisas anteriores já haviam mostrado que um grupo particular de cromossomos torna determinadas pessoas mais vulneráveis ao vício em álcool. Agora, os cientistas encontraram provas de que pessoas com uma boa resistência ao consumo de bebidas alcoólicas têm mais chances de ficarem dependentes do que outras e que esses traços são hereditários.
Os pesquisadores estudaram esses cromossomos em grupos de irmãos --367 pessoas ao todo-- para ver se tinham impacto no grau de resposta ao álcool.
Apesar de não terem conseguido isolar um único cromossomo, encontraram uma forte associação entre as mutações genéticas desses grupos de cromossomos e a maneira como certos indivíduos começam a cambalear pelos efeitos da embriaguez.
"Essas descobertas confirmam que o nível de resposta ao álcool, um fenótipo intermediário associado à dependência e ao abuso do álcool, tem um componente genético", diz Geoff Joslyn, da Clínica e Centro de Pesquisa Ernest Gallo.
O estudo representa também um "forte apoio" ao uso potencial do nível de tolerância ao álcool para determinar eventuais predisposições genéticas ao alcoolismo.
Leia mais
- Paulistas buscam gene oculto em tumor
- Moscas fêmeas escolhem vários parceiros para evitar gene ruim, diz estudo
- Cromossomo sexual de mosca ganha novos genes
Leia mais
- Projeto de lei reabre debate sobre dislexia
- Cães entendem injustiça e sentem inveja, diz estudo
- Doença contraída pelo beijo na boca é difícil de ser diagnosticada
Especial
Livraria


