Ciência
15/12/2008 - 12h51

Comer pouco prolonga a vida em mamíferos, diz estudo

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da Efe, em Londres

Comer pouco é a maneira mais eficaz de ter uma vida mais longa, segundo um estudo de cientistas japoneses publicado pela revista "Nature". Os cientistas estudaram o efeito da enzima RHEB-1 no prolongamento da vida e como este componente se altera em função da ingestão calórica de cada indivíduo.

A pesquisa foi feita com uma espécie de vermes da terra, mas a equipe da Universidade de Kyoto afirma que a teoria é aplicável também aos mamíferos.

Segundo o estudo, "a restrição alimentícia é a intervenção mais eficaz e mais reproduzível para estender a expectativa de vida em espécies completamente diferentes".

Os cientistas da Universidade de Kyoto utilizaram vermes da espécie Caenorhabditis elegans na pesquisa e conseguiram comprovar que aqueles que deixavam de comer durante dois dias prolongaram a vida em torno de 50%.

Além disso, os vermes que jejuavam a cada dois dias eram mais resistentes aos processos de "estresse oxidativo" e mostraram menos sintomas de declive físico relacionado ao envelhecimento do que animais que puderam comer o quanto quisessem.

 

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