Revista "Nature" escolhe diretor do LHC como personalidade científica de 2008
da Efe, em Londres
A revista científica britânica "Nature" nomeou Lyn Evans como Personalidade Científica do Ano. Ele é o diretor do projeto do LHC (Grande Colisor de Hádrons), considerado a maior máquina já construída pelo homem. A revista considerou a microscopia fluorescente o "Método do ano".
Com a menção de personalidade científica, a publicação pretende "celebrar" o papel que os indivíduos desempenham na ciência, e em particular, na discussão pública sobre ela. Segundo a "Nature", Lyn Evans recebeu o prêmio por ser a pessoa que "fez mais que qualquer outra para construir o acelerador de partículas mais potente e inovador".
Durante quase 15 anos, Evans trabalhou como diretor do projeto do LHC, uma máquina cuja função é acelerar prótons até quase a velocidade da luz para fazê-los colidir e assim avançar no conhecimento da física.
O superacelerador de partículas promete desvendar grandes segredos do Universo, como a origem da massa e a misteriosa matéria escura. A máquina tentará reproduzir o Big Bang, que é apontado como a explosão que deu origem ao Universo.
A construção da máquina terminou em setembro, quando começaram a circular os primeiros prótons. Apesar disso, um problema técnico fez com que a operação fosse suspensa até 2009.
A "Nature" explica, em artigo, que Evans esteve presente em todo o processo de pesquisa e construção do LHC: desde seu desenho até a construção, passando pelas negociações com as 20 nações integrantes do Cern Cern (Centro de Física Nuclear Europeu) para conseguir financiamento.
Imagem em alta
A revista selecionou a microscopia fluorescente de super-resolução como Método do Ano por "revolucionar o estudo da biologia molecular e celular". Até há pouco tempo, os cientistas pensavam que a microscopia luminosa não podia oferecer imagens com maior resolução do chamado limite de difração, um limite físico dependente da longitude de onda.
As técnicas de microscopia fluorescente podem ser utilizadas para romper essa barreira, o que significa que se podem observar estruturas celulares vivas a uma resolução de nanômetros (milionésimo de milímetro).
A "Nature" afirma que esta técnica está "na fila" para a popularização na pesquisa biológica e tem um "impressionante potencial".
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