Cientistas obtêm células-tronco embrionárias em ratos
da Efe, em Washington
Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Sul da Califórnia, nos EUA, obteve, pela primeira vez, autênticas células-tronco embrionárias em ratos, informou nesta quarta-feira (24) a revista "Cell".
A descoberta permitirá que os cientistas criem modelos animais mais eficazes para o estudo de uma ampla gama de doenças humanas, afirmou a pesquisa.
"Este é um passo importante na pesquisa da célula-tronco, porque sabemos que os ratos estão muito mais próximos dos humanos que os camundongos, em vários aspectos de biologia", afirmou Qi-Long Ying, professor de Célula e Neurobiologia na Escola Keck de Medicina da Universidade do Sul da Califórnia e autor principal do estudo.
Este trabalho aproxima os cientistas da criação de animais geneticamente modificados para que não tenham um ou mais genes, a fim de que sirvam na pesquisa biomédica.
A observação do que acontece com os animais quando se suprimem genes específicos permite que os pesquisadores identifiquem a função desse gene e se está vinculado a um mal específico.
"Sem células-tronco de embrião é impossível realizar modificações genéticas precisas para a criação do modelo de doença que queremos", acrescentou Ying.
"A disponibilidade de células-tronco de embrião de rato facilitará enormemente a criação de ratos-modelo para o estudo de diferentes doenças humanas, como o câncer, o diabetes, a hipertensão, a dependência e as doenças do sistema imunológico", acrescentou.
As células-tronco de embrião são obtidas de um grupo de células chamado de massa celular interior, em uma etapa muito adiantada do desenvolvimento do embrião.
Estas células dão aos pesquisadores ferramentas muito valiosas para encarar questões biológicas fundamentais, porque permitem o estudo de como os genes funcionam.
Os investigadores descobriram que é possível obter eficazmente células-tronco de embrião e que elas podem crescer na presença do chamado medium 3i, que consiste de moléculas que inibem três componentes específicos de sinalização genética (GSK3, MEK e o receptor de quinases FGF).
Este método isola as células-tronco de sinais que normalmente fariam com que se diferenciassem ou se transformem em tipos de células especializadas.
Ao bloquear estes sinais, Ying e seus colegas descobriram que as células-tronco de ratos, que antes não tinham se propagado, podiam ser cultivadas indefinidamente no laboratório no estado embrionário primitivo.
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