Ciência
14/01/2009 - 09h25

Gaúchos acham crânio de réptil raro com 242 milhões de anos

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TALITA BEDINELLI
da Agência Folha

Pesquisadores da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) encontraram no Rio Grande do Sul o crânio quase inteiro de um cinodonte do gênero Luangwa. O material de 242 milhões de anos é o primeiro crânio em bom estado deste animal identificado na América do Sul.

Ulbra/Divulgação
Crânio do cinodonte achado no Rio Grande do Sul em 2008; material, de 242 milhões de anos, é o primeiro crânio em bom estado deste animal identificado na América do Sul
Crânio do cinodonte achado no Rio Grande do Sul; material é o 1º crânio em bom estado deste animal identificado na América do Sul

O animal foi achado em julho do ano passado numa rocha na margem de um açude de irrigação de uma lavoura de arroz, no município de Dona Francisca (274 km de Porto Alegre).

Após estudos, foi apresentado ontem pelo paleontólogo Sérgio Cabreira e por seus colegas.

Por ter 95% da estrutura preservada, o fóssil permitirá estudos mais aprofundados da espécie, diz Cabreira.

Para o paleontólogo Hussam Zaher, do Museu de Zoologia da USP, a descoberta ajudará em estudos da evolução dos mamíferos, já que os cinodontes foram um eixo evolucionário que desembocou no surgimento do grupo.

Para Zaher, cinodontes exibem "formações morfológicas" que podem ajudar a revelar a origem dos mamíferos atuais. "Encontrar um crânio quase completo de um cinodonte no Triássico brasileiro se reveste mais ainda de importância porque são fósseis muito raros", afirma. Fósseis similares foram achados também na África, e ajudam a comprovar que os continentes estavam grudados.

 

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