Ciência
09/03/2009 - 13h32

Obama libera verba pública para pesquisas com células-tronco

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da Folha Online

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, assinou nesta segunda-feira (9) um decreto suspendendo as restrições ao uso de fundos federais em pesquisas com células-tronco embrionárias. A decisão reverte uma das medidas mais emblemáticas do governo antecessor, em que o republicano George W. Bush proibiu o uso de dinheiro público para o estudo, atitude criticada por pesquisadores.

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Em um ato oficial na Casa Branca, Obama disse que a ciência não está brigada com os valores morais. "Apoiaremos vigorosamente os cientistas que buscam estas pesquisas", disse.

Ron Edmonds/AP
Presidente Barack Obama é aplaudido ao assinar decreto que libera verbas públicas para pesquisa com células-tronco
Presidente Barack Obama é aplaudido ao assinar decreto que libera verbas públicas para pesquisa com células-tronco nos EUA

"Vamos trazer as mudanças que cientistas, pesquisadores, médicos, doentes e seus parentes tanto esperaram nos últimos oito anos e pela qual lutaram. Vamos suspender a probição feita pelo Estado federal de financiar a promissora pesquisa sobre as células-tronco", disse Obama antes de assinar o decreto.

O decreto dá ainda o prazo de quatro meses aos Institutos Nacionais de Saúde para apresentarem novas regras sobre o assunto. De acordo com o consultor científico Harold Varmus, Obama delega assim às instituições a tarefa de decidir se é ético e legal arcar com as despesas com tais pesquisas.

"Vamos dar um apoio vigoroso aos cientistas encarregados das pesquisas", disse.

Avanços

A cerimônia foi acompanhada por pesquisadores e ativistas que viram a medida como um grande avanço em relação ao governo conservador de Bush. O republicano era acusado de permitir que a política e sobretudo a religião interferissem nas decisões científicas relacionadas não só às células-tronco, mas também à mudança climática, à política energética e à política de planejamento familiar.

O presidente assinou ainda uma promessa de "restaurar a integridade científica na tomada de decisões federais".

Grupos religiosos conservadores condenam as pesquisas que levam à destruição de embriões, por verem nisso uma prática correlata ao aborto. Os cientistas dizem que tais pesquisas podem levar à cura de inúmeras doenças degenerativas. Normalmente, os embriões usados nas pesquisas são descartados em clínicas de fertilização.

Há pesquisas com células-tronco de origem não-embrionária, mas ao menos por enquanto os cientistas consideram que os embriões são uma vertente mais promissora do trabalho. "O presidente, na prática, está autorizando verbas federais para a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas na medida em que isso é permitido por lei", explicou Varmus, ex-diretor dos Institutos Nacionais de Saúde e também presidente do Centro Memorial Sloan-Kettering do Câncer, em Nova York, e consultor de Obama.

"Não haverá tentativa explícita para redigir quais serão tais diretrizes", explicou.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
FABIANO TONACO BORGES (1) 08/11/2009 12h10
Presidente Obama nos dá uma lição de como um Estadista deve tratar o desenvolvimento de uma nação: com justiça social. Sem acesso à saúde garantido pelo Estado não se pode marchar rumo à consolidação de uma nação de forma sustentável. Com esta atitude o Predidente Obama abre mão de uma boa parte de sua popularidade, considerando que ele intefere num mercado (o da prestação de serviços de saúde) extremamente fisiológico, influente economicamente e com grande poder político. Os resultados virão, não tão rápido, mas as gerações porvindouras terão o que comemorar... sem opinião
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J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
J. R. (1133) 08/11/2009 09h19
As mortes causadas pelas campanhas dos USA pelo mundo dá para encher milhares de torres gêmeas e wordtradecenters. Na guerra nuclear não haverá vencedores, nem mesmo o poderoso USA sobrará, é a eutanásia da humanidade doente! sem opinião
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Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
Liliane Garcia (3) 06/11/2009 00h23
A questão não é o fato do Obama defender o seu país e sim, dar continuidade a uma política de intervenção no país alheio, o que não é nada democrático, logo eles que "prezam" tanto pela democracia. Por qual motivo? Eu também lamento o atentado ocorrido no 11 de setembro, porém, acredito que isso não justifica a invasão estadunidense. Assim como no World Trade Center, no Afeganistão havia e ainda há muitos civis inocentes, sendo eles também vítimas das atrocidades cometidas por ambas as partes. O atentado terrorista provavelmente ainda servirá por muito tempo para justificar uma invasão que não tem justificativa para aqueles que se tornaram vítimas do horror da guerra. 5 opiniões
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