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EUA viveram surto de gripe suína em 1976; vacina gerou mortes
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da Folha Online
O medo da gripe suína, que afeta todo o mundo neste momento, foi sentido nos Estados Unidos há 33 anos. Em 1976, o então presidente Gerald R. Ford determinou a vacinação em massa da população como forma de evitar a doença, medida que resultou em um fim trágico: uma pessoa morreu pela gripe --e ao menos 25 por terem tomado a vacina.
Em fevereiro daquele ano, uma tropa de soldados de Nova Jersey ficou doente e um deles morreu. Análises de laboratório indicaram que a causa era um vírus influenza (que causa a gripe), porém de origem suína. Temendo uma nova onda de gripe como a espanhola --que havia matado milhões de pessoas no mundo entre 1918 e 1919-- Ford anunciou seu plano de vacinação.
| 18.Out.74-AP | ||
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| Gerald Ford determinou vacinação em massa em razão de foco de gripe suína |
Foram feitos anúncios na televisão pedindo que a população se vacinasse (veja vídeos). Segundo o jornal "Los Angeles Times", foram investidos quase US$ 140 milhões no programa e a vacinação começou em outubro daquele ano --cerca de 40 milhões de pessoas foram vacinadas.
Uma das causas do pânico foi o fato de, na época, a pandemia de gripe de 1918 ser creditada a um vírus com traços de origem suína. Entretanto, pesquisas posteriores mostraram que isso não era correto.
Ao contrário que se imaginava, o vírus não fez com que mais pessoas morressem. Logo surgiram relatos de que cerca de 500 pessoas que tomaram a vacina desenvolveram uma doença chamada síndrome de Guillain-Barré, que causa dores musculares, dificuldade respiratória e pode ser fatal --cerca de 25 delas morreram. Em contrapartida, apenas um dos mais de 200 infectados pela doença morreu. Em dezembro, o programa de vacinação foi suspenso.
"Nós não sabíamos com que tipo de vírus estávamos lidando naquele tempo. Ninguém sabia que teríamos a síndrome de Guillain-Barré. A vacina contra a gripe vinha sendo usada há muitos anos sem que nada acontecesse", afirmou David J. Sencer, então diretor do CDC (Centros de Controle de Doenças dos Estados Unidos), ao jornal de Los Angeles. Ele perdeu o emprego devido ao episódio.
Pessoas afetadas e seus parentes entraram com ações na Justiça contra o governo dos Estados Unidos. O episódio teve consequências políticas para Ford, que perdeu a disputa pela reeleição para o democrata Jimmy Carter.
Fonte: "The New York Times" e "The Trentonian"
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A vacina contra o vírus Influenza A (H1N1) foi testada antes de ser utilizada na população e, aqui no Brasil, ela é aprovada pela Anvisa. Seus efeitos colaterais possíveis, até o momento, são: dor no local da aplicação da injeção, febre, dor de cabeça ou nos músculos e articulações. Esses sintomas costumam ser leves e duram 1 ou 2 dias. Raramente, podem ocorrer reações alérgicas como inchaços, asma ou alguma reação mais forte, por conta de hipersensibilidade aos componentes da vacina.
Mais informações: fernanda.scavacini@saude.gov.br
Atenciosamente,
Ministério da Saúde
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Mais da metade dos médicos N. Amer. não tomaram a vacina "MEDO DE EFEITOS COLATERAIS".
Aos que aqui voriferam os "benefícios" da vacina, estejam a vontade, podem tomá-la, alguns laboratórios estão a procura de "voluntários". :0)
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