Ciência
02/05/2009 - 11h55

Radiofrequência trata varizes com menos dor

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GABRIELA CUPANI
da Folha de S.Paulo

Um novo procedimento, que trata varizes por meio de radiofrequência, garante uma recuperação mais rápida, com menos dor e baixo risco de complicações. Apesar de pouco difundida, a técnica já vem sendo utilizada no Brasil e foi lançada oficialmente durante o congresso internacional de cirurgia endovascular, que aconteceu em abril em São Paulo.

A radiofrequência beneficia especialmente os pacientes com varizes graves, em que a doença forma feridas e pode levar a sequelas importantes, como alterações na pele, nas articulações e até trombose.

Entre as opções disponíveis para esses pacientes, a cirurgia e um tipo específico de escleroterapia trazem riscos de complicações. Já o tratamento com laser, que utiliza calor, pode ser muito dolorido no pós-operatório e não é muito empregado nesses casos.

"A radiofrequência usa o mesmo princípio do laser mas, gera calor, mas o aquecimento é imperceptível para o paciente, é menos agressiva, não queima a pele e tem pouco risco de complicação", explica o cirurgião endovascular Sidnei Galego, do Hospital Santa Catarina, em São Paulo. "A recuperação é mais rápida", diz Armando Lobato, cirurgião endovascular do Hospital Santa Catarina, que presidiu o congresso sobre a área.

Nos pacientes em que o problema é mais estético, as melhores opções continuam sendo a cirurgia, que hoje é feita com minúsculas incisões e que quase não requer internação, e a escleroterapia. O procedimento-que injeta um líquido na veia doente capaz de destruir o vaso-é usado em microvarizes e na telangiectasias, veias fininhas que parecem uma aranha sob a pele.

Para os casos leves, segundo os médicos, a relação custo-benefício da radiofrequência não compensa, pois esse procedimento --que custa em média R$ 2.000-- não é coberto pelo SUS. "A radiofrequência não deve ser usada para tratamento estético", diz o cirurgião vascular Paulo Kauffman, da USP.

Vários fatores podem levar à formação de varizes, que afeta entre 15% e 20% da população. Componentes hereditários e os hormônios femininos, entre outros, facilitam o aparecimento de veias varicosas.
Já o excesso de peso e o sedentarismo dificultam o retorno venoso. As paredes do vaso vão perdendo elasticidade e se dilatam, o que deixa as veias alargadas e tortuosas.

 

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