Reformado, telescópio Hubble volta a órbita no espaço
da Efe, em Washington
O telescópio Hubble, com baterias recarregadas e novos instrumentos, foi recolocado em órbita nesta terça-feira (19) e está pronto para impressionar o mundo com imagens do Universo. Enquanto isso, o ônibus espacial Atlantis já se prepara para voltar à Terra.
A Nasa (agência espacial dos EUA) informou que, para concluir a atual missão, de US$ 220 milhões, a astronauta Megan McArthur retirou o telescópio do compartimento de cargas da nave, soltando-o a uma distância de 563 km da Terra.
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| Imagem mostra o Hubble sendo levantado pelo braço robótico do ônibus espacial Atlantis |
Pouco depois, o comandante do Atlantis, Scott Altman, ligou por alguns instantes os motores do ônibus espacial e começou a se afastar do Hubble, até ficar a cerca de 360 km da Terra, órbita da qual, na sexta-feira (22), voltará ao Centro Espacial Kennedy, no sul da Flórida.
O Hubble, que pesa 13 toneladas e já deu mais de 97 mil voltas ao redor do planeta, entrou em órbita há 19 anos. Nesse período, revelou à humanidade imagens impressionantes das confins do Universo.
No nono dia da quinta e última missão da nave no Hubble, Altman manobrou o Atlantis para que se posicionasse corretamente e ordenou a abertura das portas do telescópio, que recebeu a luz das estrelas.
Depois, Megan utilizou o braço robótico da nave para retirar o telescópio do compartimento da nave, levantá-lo e liberá-lo. Nessa hora, o Atlantis encontrava-se sobre o Oceano Atlântico e se movia em direção à costa da África.
Durante vários dias da missão, o telescópio ficou num compartimento do Atlantis enquanto os astronautas trocavam baterias, limpavam mecanismos e instalavam equipamentos que melhorarão a capacidade de observação do instrumento.
O Atlantis decolou para a atual missão no dia 11 de maio. Sua nave-irmã, a Endeavor, ficou pronta numa rampa de lançamento caso houvesse a necessidade de uma missão ser enviada para salvar os astronautas no espaço.
Para realizar os trabalhos no Hubble, o Atlantis atingiu uma órbita muito acima da faixa na qual fica posicionada a ISS (Estação Espacial Internacional, em inglês).
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