Ciência
23/05/2009 - 12h37

Morre Nobel de Medicina cujo trabalho ajudou a criar o Viagra

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da Folha Online
com Associated Press

O cientista Robert F. Furchgott,92, cujo trabalho contribuiu para o desenvolvimento do remédio Viagra, morreu na última quinta-feira em Seattle (EUA), de causas não reveladas. Sua morte somente foi confirmada ontem para a imprensa americana por sua filha Susan Furchgott. O cientista compartilhou um prêmio Nobel em 1998, por provar que o óxido nítrico desempenha funções importantes no corpo humano.

Jonas Ekstromer/AP
Em foto do Prêmio Nobel de 98, Furchgott está sentado à direita do escritor José Saramago
Em foto do Prêmio Nobel de 98, Furchgott está sentado à direita do escritor José Saramago

Como farmacologista, Furchgott trabalhou com esse gás, mais conhecido como o poluente que causa chuva ácida. O trabalho desse cientista e de seus colegas mostrou, porém, que o óxido nítrico tem um papel importante no sistema vascular.

A descoberta da capacidade desse gás em aumentar o diâmetro dos vasos sanguíneos foi um fator fundamental no desenvolvimento do remédio contra impotência da Pfizer.

Furchgott nasceu em Charleston, na Carolina do Sul, e logo cedo desenvolveu interesse em pássaros e conchas, gastando seu tempo lendo obras sobre cientistas.

Ele fez seus estudos de química na University of North Carolina e um doutorado em bioquímica na Northwestern University. Lecionou e desenvolveu pesquisas nas universidades de Cornell e Washington, tendo trabalhado do departamento de farmacologia da Downstate entre 1956 e 1982.

Comentários dos leitores
Antônio Marmo Cardoso (1) 23/05/2009 21h37
Antônio Marmo Cardoso (1) 23/05/2009 21h37
OLA
Os ganhadores do prêmio Nobel de Medicina de 1998, na verdade foram 3: Furchgot, Louis Ignarro e Ferid Murad, todos pelo estudo conjunto do Óxido Nitrico. Fiz uma entrevista com Igarro para a revista Scientific American, onde ele conta
que ajudou sua mãe a superar crises de hipertensão
com doses de arginina - que potencializa a produção de oxido nitrico-, depois de procurar
produtos similares em farmácias, sem
encontrá-los. A indústria farmacêutica, afirma,
não se interessa por aquilo que não gera patentes.
O cientista acabou produzindo suas próprias
cápsulas, surpreendendo o médico da mãe,
que achava que as receitas dele é que estavam
gerando os resultados. Furchgot foi precursor nos estudos do NO mas Ignarro foi mais longe.
3 opiniões
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ANIBAL FAGUNDES (26) 04/03/2009 20h13
ANIBAL FAGUNDES (26) 04/03/2009 20h13
com relação a esses ´´ milagrosos medicamentos``, quando será lançado o generico, visto que é brochante o preço que ser cobram por quatro comprimidos deste remedios. 14 opiniões
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Mauro Tyba (1) 26/11/2008 11h48
Mauro Tyba (1) 26/11/2008 11h48
Como até hoje não precisaria de Viagra, demorei a experimentá-lo até porque temia os possíveis efeitos colaterais. Depois de tê-lo usado pela primeira vez, porém, descobri que com o medicamento o desempenho é bem melhor. Tive a mesma sensação de quando me descobri míope e inaugurei os óculos: a visão ficou mais confortável e passou a ter um alcance maior. Embora só use o Viagra esporadicamente (na maioria das vezes dispenso o produto para evitar a dependência), não sinto nenhum incômodo - pelo contrário. O Viagra é, sem dúvida, uma das melhores descobertas científicas da história farmacêutica de nosso tempo. Parabéns à Pfizer pelo pioneirismo. 7 opiniões
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