Ciência
28/05/2009 - 08h06

Cientistas do Japão criam macacos transgênicos

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da France Presse

Pesquisadores japoneses anunciaram nesta quarta-feira (27) a criação de um macaco transgênico. É a primeira vez que a alteração genética feita na espécie é transmitida aos filhotes.

Como resultado da manipulação, a pele desses primatas passa a emitir uma luz verde fluorescente quando exposta à luz ultravioleta. Os resultados obtidos com o sagui-comum (Callithrix jacchus), animal nativo do Brasil, poderão abrir novos caminhos nas pesquisas médicas, segundo os cientistas.

"Grandes avanços em pesquisas pré-clínicas poderão ser obtidos com esses modelos", afirma o grupo de pesquisa, ligado à Universidade Keio.

Erika Sasaki/AP
Montagem mostra os macacos cuja pele emite luz verde fluorescente quando exposta à luz ultravioleta
Montagem mostra os macacos cuja pele emite luz verde fluorescente quando exposta à luz ultravioleta

Um dos caminhos, por exemplo, é simular nos macacos doenças graves que atingem os humanos, como o Parkinson.

A inserção de um gene que codifica a proteína verde fluorescente, famoso biomarcador que rendeu até um Nobel aos seus descobridores, ocorreu diretamente nos embriões.

Ao todo, sete macacos receberam o material geneticamente modificado. No total, nasceram cinco filhotes com o gene da proteína verde. Mas em apenas dois deles a modificação chegou até as células reprodutivas, o que significa que os filhotes desses embriões também terão a alteração genética.

Apesar do sucesso do experimento, divulgado hoje na revista "Nature", ele não deixa de ser polêmico, como reforça a publicação em seu editorial. O grande temor com técnicas como essa, dizem aqueles que são contra esses estudos, é que elas possam, um dia, serem usadas direto nos seres humanos.

 

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