Japoneses criam membrana ultrafina para cobrir órgãos feridos
da France Presse, em Tóquio
Uma equipe de cientistas japoneses da Universidade de Waseda anunciou nesta quarta-feira (8) a criação de uma membrana artificial adesiva ultrafina, quase invisível, para recobrir um órgão ferido, que depois se dissolve no corpo.
Se trata de um fio quase transparente, com espessura de 75 nanometros (75 bilionésimos de metro), destinado a tapar ferimentos internos acidentais, produzidos por exemplo durante uma cirurgia, até que cicatrizem naturalmente.
A membrana foi fabricada com quitosano (uma substância criada a partir de moléculas de quitina extraída da carapaça do caranguejo), mesclada com uma espécie de gelatina a partir de algas.
A quitina e o quitosano, que já são utilizadas por empresas especializadas em fibras têxteis, favorecem a cicatrização e não provocam alergia.
A equipe do professor Toshinori Fujie, responsável pela inovação, deseja realizar testes clínicos com humanos dentro de três anos. Fujie diz que também é possível utilizar a invenção em casos externos --talvez isso permita a reconstituição da pele sem deixar cicatrizes.
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