Ciência
16/07/2009 - 10h46

Missões espaciais mataram ao menos 21 astronautas; veja cronologia

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da Folha Online

As grandes conquistas espaciais não foram atingidas sem deixar sequelas. Esse tipo de trabalho envolve riscos consideráveis, tanto durante as missões em si quanto nos testes --ao menos 21 astronautas e dezenas de técnicos morreram em serviço. Só os acidentes com os ônibus espaciais Challenger, em 1986, e Columbia, em 2003, mataram 14 astronautas.

Veja abaixo a cronologia dessas tragédias, levando em conta apenas acidentes com naves e ônibus espaciais.

Bruce Weaver/AP
Ônibus espacial Challenger explode 73 segundos após deixar o Kennedy Space Center, na Flórida
Ônibus espacial Challenger explode 73 segundos após deixar o Kennedy Space Center, na Flórida

27 de janeiro de 1967

Durante testes com a nave Apollo 1, da Nasa (agência espacial dos EUA), já na plataforma de lançamento na Flórida, houve um incêndio no interior do veículo espacial, matando três astronautas: Gus Grissom, Edward H. White e Roger B. Chafee.

Nasa
Da esq. para dir.: Edward White, Virgil Grissom, e Roger Chaffee, a tripulação da Apollo 1
Da esq. para dir.: Edward White, Virgil Grissom, e Roger Chaffee, a tripulação da Apollo 1

Eles estavam treinandos para a primeira missão tripulada do programa Apollo, que deveria começar em 21 de fevereiro daquele ano. Problemas na cápsula, especialmente de comunicação, fizeram com que os testes fossem interrompidos várias vezes na tarde daquele dia. "Fogo, sinto cheiro de fogo", afirmou, às 18h31 no horário local, um dos astronautas, provavelmente Chaffee. Dois segundos depois White foi ouvindo dizer: "Fogo no cockpit".

Levaram cinco minutos até que os técnicos conseguissem abrir a cabine, mas os astronautas foram encontrados mortos devido à fumaça e queimaduras. Investigações indicaram que a causa mais provável do acidente foi uma faísca gerada por um curto circuito próximo a um grupo de fios que ficava próximo ao banco de Grissom.

24 de abril de 1967

O cosmonauta russo Vladimir Komarov foi o primeiro homem morto no espaço. A nave soviética Soyuz 1 caiu depois de um voo cheio de problemas, que durou 26 horas e 40 minutos.

Depois do lançamento, apenas um dos painéis solares se abriu, reduzindo o fornecimento de energia e o funcionamento de alguns instrumentos da cápsula. No final da missão, a Soyuz conseguiu reentrar na atmosfera terrestre, mas os paraquedas se emaranharam, fazendo com que a nave colidisse com o chão a 320 km/h, matando Komarov.

29 de junho de 1971

Os cosmonautas Gueorgui Dobrovolsky, Vladimir Volkov e Viktor Patsaiev, tripulantes da nave Soyuz 11, morrem em razão de uma despressurização no módulo, durante o pouso na Terra.

Reprodução
Cosmonautas da Soyuz 11, vítima de despressurização no módulo, durante o pouso; válvula aberta fez com que o oxigênio escapasse
Cosmonautas da Soyuz 11, vítima de despressurização no módulo, durante o pouso; válvula aberta fez com que o oxigênio escapasse

A Soyuz 11 havia sido lançada em 6 de junho de 1971 rumo à Salyut 1, a primeira estação espacial colocada em órbita --esses cosmonautas foram os primeiros a ocupar o complexo. Na volta para a terra, uma válvula aberta fez com que o oxigênio disponível para a tripulação escapasse. Dobrovolsky, Volkov e Patsaiev foram encontrados mortos quando o módulo pousou.

O curioso é que não seriam esses os cosmonautas que cumpririam a missão --eles faziam parte da equipe reserva. Entretanto, antes do lançamento, um dos tripulantes teve suspeita de tuberculose, fazendo com que toda a equipe fosse trocada.

28 de janeiro de 1986

O ônibus espacial norte-americano Challenger explode 73 segundos após ser lançado de Cabo Canaveral, na Flórida, matando sete tripulantes --entre eles a professora Christa McAuliffe, que tinha sido encarregada de dar a seus alunos uma aula sobre o que ela iria ver no espaço.

Também estavam abordo do veículo Francis R. "Dick' Scobee (comandante), Michael J. Smith, Ellison S. Onizuka, Judith A. Resnick, Ronald E. McNair e Gregory B. Jarvis. O acidente, transmitido ao vivo pela TV, ocorreu na 25ª missão de um ônibus espacial, após vários dias de adiamento. Um vazamento de combustível no foguete de propulsão do ônibus espacial causou a explosão da nave. O programa de ônibus espaciais foi interrompido durante as investigações e sofreu mudanças drásticas após o acidente.

1º de fevereiro de 2003

O Columbia, ônibus espacial da Nasa (agência espacial dos EUA), com sete astronautas a bordo, se desintegra ao reentrar na atmosfera terrestre, após uma missão de 16 dias. A investigação da catástrofe determinou que pedaços da espuma isolante que se soltaram do tanque exterior de combustível durante o lançamento atingiram a cobertura térmica da nave. O fato causou rachaduras, por onde vazaram gases ígneos, que acabaram por causar a explosão.

Nasa
Equipe do Columbia, que se desintegrou durante a reentrada na atmosfera
Equipe do Columbia, que se desintegrou durante a reentrada na atmosfera

Como resultado desse acidente, os outros três membros da frota de naves --o Discovery, Atlantis e Endeavour-- foram submetidos a uma série de modificações para reforçar a segurança. A Nasa só voltou a lançar um ônibus espacial em 2005.

Segundo o relatório da comissão independente que investigou o caso, o acidente foi consequência da política protecionista da Nasa e sua relutância em lidar com questões de segurança. Engenheiros da Nasa notaram o defeito e pediram investigações antes do retorno do Columbia, mas não obtiveram resposta da administração da agência.

Estavam a bordo da nave Rick D. Husband (comandante), Willie McCool, Michael P. Anderson, David M. Brown, Kalpana Chawla, Laurel Blair Salton Clark e Ilan Ramon.

Comentários dos leitores
Senhor Ricardo Cruseiro. Excelente post por mostrar como o governo despreza a consciência que os brasileiros têm da realidade do país. Lula e seus apaniguados não falam para o Brasil consciente, mas para os tão miseráveis que não podem fazer outra coisa que acreditar neles, para ter uma esperança de vida. Claro que isso implica em impedir que eles saiam dessa dependência, porque então teriam consciência de seus direitos. Estamos assistindo à formação de um mito de proteção que visa à manutenção dos pobres na mísera condição de fornecedores de votos para a perpetuidade de sua dominação. Getúlio Vargas tentou isto e acabou em suicídio! Voltando a seu post, só faço um reparo a que "pagamos a eletricidade muito bem pago". Na verdade, já pagamos 7 bilhões a mais do que devíamos e não vamos receber devolução, porque isto já foi gasto em contribuição eleitoral ao governo. Esta vergonha vai acabar algum dia?

SE
sem opinião
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Pena que seja água; outro líquido mais substancial obrigaria a uma urgente expedição brasileira! sem opinião
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Louis Fod (313) 22/10/2009 16h40
Louis Fod (313) 22/10/2009 16h40
Outro dia fui ate Porto Alegre de avião boeing 737. Com certeza isso foi obra de diretores de hollywood Stanley Kubrik, Romam Polaski ou Jean Goddart. Na verdade eles dão um chazinho lsd e passam um filme na sua janela, enquanto isso voce passa a semana dormindo e eles te levam de busão. Mas não espalha senão a industria americana irá a falência!!
Respondendo algumas tremendas asneiras de não sei quem ... que disse que uma transmissão teria que ser feita por micro ondas. NÃO meu filho! Aonde voce fez segundo grau? (veja governador Serra o problema que criou!)
~~~~~~~ C=L.f ~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~*''
As ondas que melhor passam na atmosfera são as de radio na faixa do comprimento de onda 150-500 metros. A frequencia em hertz é dada por velocidade da luz sobre o comprimento de onda = 3x10^8 m/s div ( 500 m) = 6x10^5 Hz, ou 600 K Hz, a cada segundo 600 mil oscilações na intensidade de corrente.
Básico e até aqui nenhuma tecnologia desconhecida.
Qualquer que seja a frequencia exata, a mensagem chegara na lua em 1,3 segundos.
A distancia tera lua eh de 1,3 segundos luz. Equivale a
390 000 000 metros. Cem vezes mais próximo da terra do que Marte.
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