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17/07/2009 - 09h35

Nasa apagou fitas originais da ida à Lua

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da Folha de S.Paulo

As fitas originais com as imagens da Apollo-11, primeira missão tripulada à Lua, perderam-se para sempre, afirmou a Nasa na quinta-feira (16).

Em entrevista coletiva marcada para divulgar uma versão restaurada de imagens feitas a partir de uma transmissão televisiva, em 20 de julho de 1969, a agência espacial reconheceu que as fitas que registraram diretamente a alunissagem foram apagadas sem querer para que fossem reutilizadas.

Nasa
Trecho do vídeo restaurado a partir de cópias secundárias, divulgado ontem pela Nasa; fita original foi apagada, informou agência
Trecho do vídeo restaurado a partir de cópias secundárias, divulgado ontem pela Nasa; fita original foi apagada, diz agência

Ontem, no aniversário de 40 anos da partida de Michael Collins, Edwin "Buzz" Aldrin e Neil Armstrong para a Lua, a Nasa apresentou apenas alguns trechos da restauração. O trabalho completo será divulgado somente em setembro.

Mesmo com melhorias, as imagens de segunda mão ainda têm manchas e com chuviscos. O trabalho está sendo feito em parceria com uma empresa de restauração de Hollywood. Uma pequena amostra dos vídeos pode ser vista no site da Nasa (www.nasa.gov).

Esta foi a primeira vez que a agência espacial americana admitiu que não tem mais como recuperar as fitas originais. Em 2006, a Nasa reconhecera que havia perdido o material, mas afirmava ainda ter esperança de recuperá-lo.

Foi só agora, em 2009, que Richard Nafzger, engenheiro da Nasa, descobriu onde elas foram parar: estavam em um estoque de 200 mil fitas que foram apagadas e reutilizadas nos anos 1970 e 1980 para economizar dinheiro.

Essas fitas foram utilizadas para gravar missões posteriores ou até para registrar dados eletrônicos de satélites (telemetria). Ou seja, as imagens que impressionaram o mundo inteiro podem ter sido substituídas por código binário.

Segundo Nafzger, havia pouco interesse sobre as fitas na época porque o objetivo maior do governo dos EUA para efeito de propaganda era a transmissão ao vivo.

As cópias dos vídeos sobre as quais a nova restauração foi feita foram tiradas dos arquivos da rede de TV CBS e do acervo da própria Nasa: alguém havia apontado uma filmadora para as telas que exibiam as transmissões originais e guardado algumas das fitas.

A Nasa acredita que as fitas originais poderiam conter dados digitais enviados da Lua. Eles poderiam se converter em imagens com definição muito melhor do pouso da Apollo-11 do que aquelas que foram transmitidas pela TV em 20 de julho de 1969, quando Armstrong e Aldrin se tornaram os primeiros humanos a pisar em um outro corpo celeste.

A técnica utilizada pelas emissoras não era muito avançada: os câmeras eram posicionados perto de um telão gigante em Houston, na base de controle da Nasa, e retransmitiam o que estava passando.
Nafzger diz que ainda podem existir outras cópias perdidas das transmissões originais de 1969 e que ele pretende continuar procurando.

As imagens dos astronautas andando na superfície lunar e ficando a bandeira americana no chão foram vistas por 600 milhões de pessoas no mundo ao vivo, estima-se.

A Lowry, empresa que está restaurando os vídeos, trabalha com a digitalização de antigos filmes hollywoodianos. Eles pretendem juntar arquivos de diferentes origens para fazer um novo vídeo do pouso.

Questionado ontem, Nafzger diz não se preocupar com a ideia de que teorias conspiratórias de que o homem nunca chegou à Lua possam ganhar força com uma empresa de Hollywood reeditando as fitas.
"A empresa está restaurando vídeo histórico. Não faz diferença de onde ela é", disse.

Nafzger participou, em 1969, da equipe que trabalhou para conseguir que as imagens da Lua chegassem em tempo real à Terra, a 386 mil quilômetros de distância. Foi um desafio tecnológico quase tão grande quanto o de mandar seres humanos para o satélite da Terra.

Com agências internacionais

Comentários dos leitores
Dante Luz (13) 02/02/2010 07h32
Dante Luz (13) 02/02/2010 07h32
jorge lazauskas
Não é estranho, as tecnologias mudam e somem, peça aos Franceses para criar um Concorde hoje, vai levar anos...nada daquela epoca, anos 60, existe.
Os onibus espaciais estão sendo aposentados por que não tem como serem reparados, não existem peças, nem PC 8080, tudo teria que ser modificado, retestado e no fim não valeria a pena. E muito melhor se assumir o custo de outro projeto. Pense numa coisa, a Volk hoje não tem tecnologia para fabricar um fusca. Foi tudo sucateado, ela pode até fazer mas vai levar anos.
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Helder Imoto (2) 02/02/2010 03h19
Helder Imoto (2) 02/02/2010 03h19
Entre construir toda tecnologia que levou o homem a lua ou imaginar todo o trabalho de se fazer uma farsa dessa magnitude e, principalmente manter o povo que sabe calado, eu ainda fico com a primeira "teoria". Ao menos ainda podemos ver no dia-a-dia o fruto desse trabalho (do GPS ao relógio digital).
O que acaba com qualquer teoria de conspiração maquiavélica e megalomaníaca é a incapacidade de o ser humano ficar calado (mesmo sob juramento ou ameaça). Os farsantes que faziam os círculos nas plantações e os que criaram o monstro do lago Ness já admitiram sua farsa (porém o povo nessa hora finge não ouvir). É improvável achar que mesmo a NASA, NSA, CIA ou FBI iriam conseguir calar centenas de ex-agentes ou engenheiros. Um deles, por fama, culpa ou dinheiro iria abrir o bico e mostrar provas da farsa. Nem que fosse em seu leito de morte.
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Jose Silva (3) 01/02/2010 18h05
Jose Silva (3) 01/02/2010 18h05
O mais aborrecido é ver os crentes chamarem os cépticos de supersticiosos, imaturos, desmancha prazeres, etc...
Por ter curso superior, pós-graduação, mestrado, ser coordenador de cursos, não posso ser taxado de ignorante e acreditar em crendices populares. Sou um cientista e como tal analiso evidências.
Como tal, as evidências de qualquer voo tripulado à lua são fracas. Baseando-me somente nas provas oferecidas pela NASA é muito, digo MUITO, difícil acreditar. Por enquanto, e pelas provas apresentadas tenho total liberdade de dizer que os crentes acreditam em tudo que lhes é dito, sem o mínimo de filtros e conhecimento. Se fossem mais interessados no tema saberiam que até a data (69) os russos dominavam o espaço, em tudo ! Até hoje é assim.
Vocês se lembram da SKYLAB (USA), pois ela caiu ! A MIR tá lá até hoje. Na verdade, nem deveria chamar de astronautas, mas sim cosmonautas, pois quem baptizou o espaço foram os russos. Se eles não conseguiram, baby, os americanos dificilmente teriam tecno pra chegar lá
Mas eu acho que acreditar é um dom. Neste caso da lua, um ato de fé !
O Sr. Alberto Brasil, diz que apontou um telescópio para lua e viu a bandeira. Bem, ele é o único, deveria inclusive ter tirado uma foto, quem sabe, pois NINGUÉM tem uma imagem semelhante. Apontava um pouco mais ao lado e seguramente via o jipe.
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