Robôs aprendem com lagostas a montar mapas magnéticos
da Folha Online
Lagostas espinhudas se tornaram a improvável inspiração para um robô com senso de direção bem particular. Como as lagostas, ele usa um mapa de variações locais em relação ao campo magnético da Terra para encontrar o seu caminho.
| Reprodução |
![]() |
| Imagem mostra como um robô "enxergaria" um corredor |
Este método pode dar a robôs domésticos capacidades de navegação com baixo custo.
Em 2003, o cientista da computação Janne Haverinen leu na revista científica "Nature" sobre o impressionante senso de direção das lagostas caribenhas Panulirus argus.
O trabalho descrevia como uma equipe da Universidade da Carolina do Norte levou os animais a 37 quilômetros de distância de onde eles foram capturados e os deixaram sem pistas de orientação espacial. Mesmo assim, sempre descobriam o caminho de volta.
"Minha primeira inspiração era de pássaros, formigas e abelhas", disse Haverinen. "Mas essas lagostas espinhudas foram mesmo o ponto certo pra mim."
As descobertas fizeram o pesquisador, que trabalha no laboratório de sistemas inteligentes da Universidade de Oulu, Finlândia, refletir se poderia traçar mapas magnéticos de edifícios para robôs domésticos e industriais.
A equipe utilizou um magnetômetro para detectar a força dos campos magnéticos próximos do chão em seu laboratório e em um corredor de 180 metros em um hospital local.
Depois de armazenar as variações de campo na memória de um pequeno robô com rodinhas, ele foi capaz de descobrir onde estava e avançar pelo caminho sem um sistema de visão.


