Brasil pode convencer África a aceitar transgênicos, diz assessora dos EUA
REINALDO JOSÉ LOPES
da Folha de S. Paulo
A parceria diplomática e científica entre o Brasil e os EUA pode ajudar a vencer a resistência dos países africanos aos transgênicos e abrir caminho para que vegetais geneticamente modificados tenham "um impacto positivo para a segurança alimentar do mundo".
É o que diz a bióloga Nina Fedoroff, 67, assessora especial de ciência da secretária de Estado Hillary Clinton.
| Juca Varella/Folha Imagem |
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| Máquina pulveriza agrotóxicos em lavoura de soja transgênica em Ronda Alta, RS; assessora dos EUA propõe convencer africanos |
Originalmente indicada por Condoleezza Rice para o cargo, ela se abstém de criticar o governo George W. Bush, ao contrário de muitos cientistas norte-americanos, mas afirma que o presidente Barack Obama foi quem mais abraçou o conceito de "diplomacia científica".
Segundo ela, trata-se de usar a colaboração internacional entre pesquisadores como forma de fortalecer a ação conjunta sobre temas controversos, como os transgênicos --ou o aquecimento global e a explosão populacional, duas de suas grandes preocupações.
Fedoroff esteve em São Paulo na semana passada para tentar ampliar as parcerias na área de ciência e desenvolvimento entre norte-americanos e brasileiros.
Em entrevista à Folha, reconheceu que é muito difícil fazer com que o público dos EUA se importe o suficiente com as mudanças climáticas para levá-lo a agir.
Ela diz que estudos sobre a biologia das plantas cultivadas podem ser um caminho "semitecnológico" para minimizar o carbono na atmosfera e ataca os que rejeitam os transgênicos.
"Não existe nenhum risco real. Os riscos, depois de 13 anos de plantio comercial, continuam sendo hipotéticos."
Leia a entrevista na íntegra publicada nesta segunda-feira (2) na Folha de S. Paulo (exclusiva para assinantes).
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