Ciência
03/11/2009 - 19h59

Telescópios encontram galáxias consideradas "esqueleto do Universo"

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da France Presse, em Santiago

Atualizado às 21h15.

Um conjunto de galáxias situadas a quase 7 bilhões de anos-luz da Terra e consideradas "o esqueleto do Universo" foi descoberto por meio da combinação dos telescópios mais potentes do mundo, situados no Chile e no Japão.

Os telescópios utilizados foram o Very Large Telescope (VLT) da Observatório Europeu Austral (ESO, sigla em inglês) e o Telescópio Subaru do Observatório Astronômico Nacional do Japão (Naoj, também na sigla em inglês).

Segundo o ESO, esta é "a primeira observação de tão importante estrutura de galáxias no Universo distante, permitindo uma melhor compreensão da rede cósmica e de como se formou".

De acordo com o observatório, trata-se de "filamentos com milhões de anos-luz de comprimento e constituem o esqueleto do Universo".

"As galáxias se reúnem em torno dos filamentos e em suas intersecções se formam imensos acúmulos de galáxias... Os cientistas estão tentando determinar como se aglutinam", revelou o ESO.

ESO/Naoj
Figura que mostra conjunto de galáxias tidas como "esqueleto do Universo", a 6,7 bilhões de anos-luz da Terra
Figura que mostra conjunto de galáxias tidas como "esqueleto do Universo", a 6,7 bilhões de anos-luz da Terra

Distribuição da matéria

"A matéria não está distribuída tão uniformemente no Universo", destacou Masayuki Tanaka, diretora da pesquisa.

"As teorias cosmológicas mais aceitas afirmam que a matéria se aglutina, em maior escala, na chamada rede cósmica, na qual as galaxias aparecem em filamentos que se estendem entre vazios, criando uma estrutura gigantesca e dispersa".

De acordo com o ESO, a descoberta só foi possível ao "combinar dois dos telescópios terrestres mais potentes do planeta".

O Observatório Europeu Austral é uma organização astronômica intergovernamental apoiada por 14 países e sócia da Alma, o grande conjunto de radiotelescópios situado em Atacama, Chile (1.700 km ao norte de Santiago), atualmente em construção.

O Chile opera na cidade de Antofagasta (norte) o Observatório de Cerro Paranal, que tem um dos telescópios mais potentes do planeta.

Naoj/ESO
Imagem obtida pelo Telescópio Subaru, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, para encontrar galáxias
Imagem obtida pelo Telescópio Subaru, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, para encontrar galáxias

Com Folha Online

Comentários dos leitores
Gilmar Coimbra (1) 25/10/2009 16h15
Gilmar Coimbra (1) 25/10/2009 16h15
É deveras espantoso como os seres humanos de superfície ainda estão tão apegados e preso na terceira dimensão. Só conseguem crer no que os cinco sentidos lhes permitem 'ver e compreender'. Querem com a mente lógica, racional e concreta, entender e conhecer tanto o manifestado quanto o imanifestado. Tentam captar o imanente e o pluritranscendente com aparelhos pré-históricos, inclusive a mente dedutiva, e se enchem de orgulho e imensa vaidade.
Meu Deus, quanta limitação, quanta pequenez!!!
31 opiniões
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Anderson Narciso (1) 24/10/2009 14h22
Anderson Narciso (1) 24/10/2009 14h22
Ué porque não aceitaram meu comentário? Ficaram na dúvida foi? Haha! 2 opiniões
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J. R. (1174) 24/10/2009 10h53
J. R. (1174) 24/10/2009 10h53
Se as imagens observadas do conglomerado JKCS041 estão a 1/4 da idade do universo em distância, logo veremos o Big-bang ou a idade do universo terá que ser novamente revisada? Se hovessem equipamentos que "enxergassem" mais longe, seria uma violação das leis da física ver a hipotética explosão do nascimento do cosmo. Como o átomo, após certo ponto não é possível ver, apenas medir efeitos e fazer suposições. 48 opiniões
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