23/04/2003
-
16h09
A catástrofe nuclear de Tchernobil mudou a vida de algumas espécies de minhocas, que passaram a se reproduzir sexuadamente, segundo cientistas ucranianos.
Pesquisadores do Instituto de Biologia de Sebastopol, ao sul da Ucrânia, associaram a transformação à proximidade de Tchernobil, onde a taxa de radiação é cem vezes maior que a normal depois que o reator número 4 da central nuclear da cidade explodiu em abril de 1986, espalhando radiação por grande parte da Europa.
Segundo Viktoria Tsytsuguina, bióloga responsável pelo estudo, o instituto comparou a reprodução das minhocas próximas à região com a de outros invertebrados que vivem em zonas menos contaminadas.
Chance de sobreviver
Segundo os resultados, 23% das minhocas que receberam fortes doses de radiação começaram a se reproduzir por via sexual, quando o habitual é somente 5%, como acontece nas áreas distantes do local da catástrofe, .
A reprodução sexuada permite às minhocas transmitir aos seus descendentes genes mais resistentes à radiação e se adaptar melhor ao meio ambiente.
"Isso dá [às minhocas] mais possibilidades de sobreviver', explicou o biólogo Guennadi Polikarpov.
As pesquisas, feitas com as espécies Nais pardalis e Nais pseudobtusa, começaram a meados dos anos 90, mas haviam sido suspensas por falta de dinheiro.
Acidente de Tchernobil mudou vida sexual de minhocas, diz estudo
Publicidade
da France Presse, em Sebastopol (Ucrânia)A catástrofe nuclear de Tchernobil mudou a vida de algumas espécies de minhocas, que passaram a se reproduzir sexuadamente, segundo cientistas ucranianos.
Pesquisadores do Instituto de Biologia de Sebastopol, ao sul da Ucrânia, associaram a transformação à proximidade de Tchernobil, onde a taxa de radiação é cem vezes maior que a normal depois que o reator número 4 da central nuclear da cidade explodiu em abril de 1986, espalhando radiação por grande parte da Europa.
Segundo Viktoria Tsytsuguina, bióloga responsável pelo estudo, o instituto comparou a reprodução das minhocas próximas à região com a de outros invertebrados que vivem em zonas menos contaminadas.
Chance de sobreviver
Segundo os resultados, 23% das minhocas que receberam fortes doses de radiação começaram a se reproduzir por via sexual, quando o habitual é somente 5%, como acontece nas áreas distantes do local da catástrofe, .
A reprodução sexuada permite às minhocas transmitir aos seus descendentes genes mais resistentes à radiação e se adaptar melhor ao meio ambiente.
"Isso dá [às minhocas] mais possibilidades de sobreviver', explicou o biólogo Guennadi Polikarpov.
As pesquisas, feitas com as espécies Nais pardalis e Nais pseudobtusa, começaram a meados dos anos 90, mas haviam sido suspensas por falta de dinheiro.

