Folha Classificados
Empregos

ANÚNCIO COM FOTO

Digite o código do anúncio correspondente conforme modelo impresso no jornal
Código
 

Minha seleção

Anuncie

Imóveis

Empregos

Veículos

Negócios

Infoshop

Revista da Folha

Campinas

Vale

Ribeirão

Fale com a gente

Ajuda

Se preferir, ligue
(11) 3224-4000

19/12/2004 - 17h10

Profissionais do Sul e Sudeste migram para a Amazônia

BRUNO LIMA
enviado especial da Folha a Manaus

Ana Carla Barreto, 39, gerente de hotel, Balbino Mendonça Filho, 37, médico especialista em UTIs, e Sérgio Freitas, 44, diretor comercial de um canal de TV, têm uma experiência em comum no currículo: trocaram o Sul ou o Sudeste do país pela Amazônia.

Ascensão na carreira, bons salários, oportunidades de aprendizado e maior reconhecimento estão na lista dos motivos que fazem profissionais qualificados atravessarem o Brasil em busca de emprego. A eles soma-se o fascínio pelo exotismo dos costumes e das belezas do Norte.

Na região amazônica, Manaus é o principal centro atrativo dessa mão-de-obra especializada. Neste ano, de acordo com o Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), o número de profissionais que migraram para a capital amazonense foi 50% maior que nos anos anteriores.

"O crescimento vem acontecendo desde o final de 2003. E a explicação é o reaquecimento da economia", afirma o carioca Maurício Loureiro, 50, presidente do Cieam e diretor da Technos (fabricante de relógios de pulso).

Dos 90 mil empregos diretos existentes no pólo industrial de Manaus, 33% foram criados em 2004. Segundo estimativas do Cieam, profissionais flutuantes (provenientes de fora) que chegaram à cidade neste ano representam de 2% a 3% dessa população ocupada. Desses novos migrantes, entre 40% e 50% ocupam posições de comando e liderança.

De acordo com análise feita pela agência de pesquisas Perspectiva a partir de dados do IBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), das 17 mil pessoas que migraram por ano de outros Estados para Manaus na última década, entre 10% e 15% são profissionais qualificados, oriundos das regiões mais desenvolvidas do país.

Além da indústria, o varejo, a saúde e o turismo são grandes "importadores" de mão-de-obra. Os hotéis, em geral, oferecem boas oportunidades, como a aproveitada pelo catarinense João Batista Barbato, 41, que administra o Tropical Business, localizado às margens do rio Negro. "Em Manaus, com o mesmo salário de São Paulo, há mais qualidade de vida", relata Barbato.

Local

Uma das principais preocupações do governo do Amazonas é formar mão-de-obra especializada local, diz o secretário de Estado do Trabalho, Severino Cavalcante. Entre as iniciativas estão a criação da Universidade do Estado do Amazonas e acordos feitos com empresas como a Petrobras para priorizar profissionais locais.

"Não é bairrismo. O deslocamento de pessoas gera concorrência e aumentos salariais artificiais. Isso não é bom para a indústria nem para a economia locais", diz Maurício Loureiro, representante das indústrias.

O jornalista Bruno Lima viajou a convite da empresa Videolar.

     

CURSOS ON-LINE

Aprenda Inglês

Aprenda Alemão


Copyright Folha Online. Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução do conteúdo desta página
em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem autorização escrita da Folha Online.