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13/09/2003
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06h33
Profissional busca superação de problema
ALINE GATTONI da Folha Online
A administradora de redes Alessandra Ferreira de Jesus, 24, perdeu diversas oportunidades de emprego por sofrer de gagueira. "No momento da entrevista acabava gaguejando, e isso contribuía para criar uma imagem de profissional insegura."
Ela conta que, em um de seus primeiros processos seletivos, passou por todos os testes, até ser reprovada na entrevista. "Fiquei profundamente abalada, pois de que adiantava eu me dedicar e me esforçar tanto, se o preconceito acabava falando mais alto?", pergunta a administradora.
Hoje, ela reconhece que a resolução do problema depende majoritariamente dela própria --e, também, da ajuda de um bom profissional. Além de procurar informar-se bastante sobre o assunto, Alessandra frequenta uma fonoaudióloga e já trabalha há cinco anos como digitadora. "Quando se reconhece o problema, é mais fácil livrar-se dele", afirma.
Ela reconhece, no entanto, que perdeu oportunidades de "crescer" profissionalmente devido à dificuldade de falar. "Nas reuniões, por exemplo, acabo não me expressando bem, porque a reação das pessoas diante de quebras e hesitações na fala acaba piorando o problema", admite.
"Isso acabou despertando em mim o medo de falar, que com o tempo pode se transformar em um tipo de fobia social, e não quero que isso aconteça."
Segundo ela, é exatamente por isso que o problema limita parcialmente sua vida, mas não seus sonhos. "Não pretendo carregar esse peso por toda a minha vida, e tenho certeza de que estou muito próxima de superar este problema", diz a administradora.
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