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13/09/2003
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06h31
Fobias dificultam ascensão profissional
ALINE GATTONI da Folha Online
Caso apareça diante de você alguém com sintomas como palpitação, tontura, mal-estar e suor excessivo, repare na situação ao redor. Se estiverem em um ambiente muito aberto, muito fechado, alto, sujo ou até mesmo cheio de computadores, o caso pode ser de fobia.
"O medo é uma reação natural a uma ameaça real", diz Luiz Gonzaga Leite, coordenador do departamento de psicologia do Hospital Santa Paula, de São Paulo (SP). "Mas, quando ganha proporções e não se justifica, impondo limitações, deve ser encarado como uma fobia."
Segundo Leite, as fobias atingem cerca de 10% da população e têm a mesma origem que a gagueira e os transtornos obsessivo-compulsivos (TOCs) --problemas no desenvolvimento psicoafetivo.
Manifestações
O coordenador explica que, na maioria das vezes, pessoas que sofrem de fobia são competentes, inteligentes, responsáveis e sensíveis, com uma certa tendência a serem detalhistas e controladoras.
"Mas manifestações como pavor de falar em público, da imperfeição, das mudanças e de utilizar escadas ou elevadores transparecem no ambiente de trabalho", diz Leite. "No caso da gagueira, quanto mais há pressão, mais o problema é revelado."
"Isso prejudica o desempenho na medida que o profissional não consegue focar suas atividades sem ser tomado pelas sensações de medo e ansiedade, e então é hora de procurar ajuda."
O tratamento das fobias é realizado por meio do uso de medicamentos ansiolíticos --ou seja, que combatem a ansiedade--, e pela psicoterapia. "Ela geralmente é necessária, já que pessoas com distúrbios emocionais podem ter problemas de enfrentamento de obstáculos. O psicoterapeuta deve adotar uma atitude ativa, levando o fóbico a confrontar seus temores", explica Leite.
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