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20/02/2005 - 09h18

Simuladores ganham espaço em escritórios

CLOVIS CASTELO JUNIOR
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Na vida real, chegar à próxima fase pode ser um peso bem maior do que salvar a donzela do monstro. Jogos que simulam as condições de trabalho e que ensinam futuros executivos a tomar as decisões mais adequadas são as novas atribuições do "e-learning". Paralelamente, multinacionais como a Unilever incluem games nos processos seletivos.

Similares aos de entretenimento, os chamados "serious games" (jogos sérios) permitem aos funcionários avaliar os impactos das decisões em situações rotineiras -ou inesperadas- e aprender com acertos e erros.

"Uma das vantagens do jogo é fazer com que a pessoa aprenda sem perceber, ao liberar sua criatividade", explica Patrícia Molino, diretora da consultoria KPMG.

Ambientado para o mundo corporativo, o GBL ("Game Based Learning" ou aprendizado baseado em jogos) pretende estimular e desenvolver novas competências nos profissionais jogadores.

Segundo Felipe Azevedo, da consultoria de "e-learning" E-Guru, esses programas vivem uma fase de maturidade. "As organizações buscam agora conteúdos específicos e eficientes", analisa.

Azevedo diz que há desde os mais simples (padronizados) até aqueles pensados exclusivamente para uma determinada empresa.

Segundo a consultora Marta Enes, da InsightLearning, a maior demanda para o primeiro caso ainda é voltada ao treinamento da equipe de vendas e à integração de novos colaboradores.

Foco
"Nos programas, usamos personagens que irão passar por situações que conduzem ao aprendizado", diz Eliane Frade, diretora de desenvolvimento e comunicação interna da Orbitall (processamento de informações comerciais). Frade diz que os games são aplicados em treinamento de segurança da informação e na integração de funcionários.

Quando são vendas técnicas, caso da indústria gráfica R.R. Donnelley Moore, os jogos facilitam o entendimento tanto de processos de produção como do funcionamento de máquinas.

"Utilizamos também um programa mais específico, adaptado à nossa área de produção", afirma o gerente de treinamento corporativo, Jaime Rodrigues.

Os simuladores mais populares são os jogos que reproduzem o ambiente corporativo. Uma equipe de diretores toma as decisões referentes a variáveis distintas, como finanças, para ampliar os resultados dos "acionistas".

"A ferramenta é bem didática e ampliou meus conhecimentos sobre os produtos", diz Luis Felipe Leuenroth, consultor comercial da R.R. Donnelley Moore.

"A grande vantagem é estimular o pensamento estratégico nos participantes e avaliar seu conhecimento do mercado", diz Azevedo, da E-guru.

     

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