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29/05/2005 - 10h28

Grandes empresas já combatem a obesidade

da Folha de S.Paulo

Em algumas empresas, o sobrepeso já passou a integrar a lista das preocupações com qualidade de vida. Um exemplo é a Glaxo-SmithKline, que neste ano está combatendo a obesidade dentro de um programa nacional batizado de "Vivendo Melhor". A iniciativa se estenderá aos filhos de funcionários, que assistirão a peças de teatro sobre o tema.

Na prática, a empresa já conduzia ações isoladas em relação à doença. Há quatro anos, a analista de automação Shirley Perisse, 39, teve sua cirurgia de redução de estômago financiada integralmente.

"Era obesa mórbida. Com meus rendimentos, jamais conseguiria bancar a operação. Para mim, foi um reconhecimento imenso ao meu trabalho", conta a profissional, que perdeu 62 kg.

Perisse falou à Folha de sua casa no Rio de Janeiro, onde se recupera de duas novas intervenções cirúrgicas para remover o excesso de pele resultante do emagrecimento. Mais uma vez, as despesas correram por conta do patrão.

Úrsula Durkes, 42, também contou com a ajuda da companhia quando decidiu brigar com a balança. "Sempre fui magra, mas ganhei 40 kg em cinco anos. Foi uma experiência nada agradável", relata a profissional.

Técnica em formulação da DSM (empresa instalada dentro da Roche), ela aproveitou a pista de cooper e o estímulo da firma para se exercitar. "Comecei a caminhar depois do expediente. Ando oito quilômetros diariamente", diz.

"Focamos na obesidade da mesma forma que fazemos com tabagismo e estresse", esclarece a gerente de responsabilidade social da Roche, Rosicler Rodriguez. "Quando identificamos um funcionário com o problema, fomentamos a mudança a partir da alimentação e da atividade física."

Na Natura, obesos mórbidos contam com um programa específico de apoio, o "Anjos do Peso". "O acompanhamento é individualizado porque esse funcionário precisa de mais atenção", observa a gerente de recursos humanos, Rosângela Brandão.

Em comum, as ações das empresas visam à diminuição de custos com a redução do número de faltas --algumas doenças são mais freqüentes entre obesos, como diabetes, colesterol alto e hipertensão. Outra razão é o gasto com a sinistralidade dos planos de saúde, cujo peso no orçamento das companhias é cada vez maior.

     

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