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05/06/2005
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17h22
Fraude é caso para expulsão do curso
da Folha de S.Paulo
A maior pena para quem for pego com trabalho comprado está longe de ser o trabalho comunitário. Há casos em que é preciso arcar com a expulsão da faculdade.
Neste ano, na Universidade Metodista, dois alunos --mestrando e doutorando-- tiveram seus laços com a entidade rompidos assim que a fraude foi comprovada.
"Havia a cópia de um texto na dissertação do mestrando. Descobrimos porque o autor estava na banca avaliadora", conta o diretor da Faculdade de Comunicação Multimídia, Sebastião Squirra.
Segundo ele, é mais fácil identificar a autoria da redação em cursos de especialização: "Na graduação, há muitos alunos".
A jornalista L.V., 23, contou com a ajuda materna para finalizar seu projeto de conclusão de curso. "Minha mãe escreveu sobre comunismo e meios de comunicação. Só tive que digitar."
Segundo ela, o professor fez algumas perguntas sobre o tema quando entregou o texto. "Fui aprovada. Acho que ele nem leu."
O método mais utilizado para confirmar a autoria do trabalho é a busca na internet. "Por isso alguns alunos têm adotado sinônimos para impedir que sejam descobertos pelos professores ao procurarem pelo texto na rede", sinaliza Persio Nakamoto, professor da Faculdade de Educação da USP (Universidade de São Paulo).
Há propostas para coibir o plágio ou o uso de serviços de "ghost-writers". "Se as entidades de classe mantivessem um mecanismo de controle desse tipo de fraude, a atividade seria coibida", defende Cleunice Bastos Pitombo, do IBCcrim (Instituto Brasileiro de Ciências Criminais).
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