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12/08/2007 - 11h20

Treinar funcionários deve ser parte vital do planejamento

MARIANA IWAKURA
da Folha de S.Paulo

Tão importante quanto contar com um plano de contingência estruturado é treinar as equipes para que, quando necessário, as medidas sejam postas em ação de maneira eficaz.
"O treinamento deve ser incorporado pelos funcionários de forma que [a reação deles] seja natural", avalia Carlos Eduardo Luporini, professor da FIA (Fundação Instituto de Administração). "Isso deve ser explorado desde a integração do funcionário à empresa."

Para isso, cada empregado precisa saber suas funções. O treinamento também deve ser específico para ação ou material com que se trabalha.

"Mandamos um grupo aos Estados Unidos para aprender a lidar com gás natural liquefeito", exemplifica Carlos Macedo, diretor de segurança, saúde e ambiente da White Martins. A empresa estendeu o treinamento à polícia e aos bombeiros, que poderão ser acionados.

Sempre em alerta

Entretanto, especialistas fazem ressalvas quanto à difusão do plano dentro das firmas.
Para Roberto Zegarra, da Marsh, "todos devem saber que a empresa tem um plano de contingência e como ele funciona". E ressalva: "Mas algumas informações são confidenciais, como que clientes e áreas são prioritários para a empresa [em caso de emergência]".

"Tem muita coisa acontecendo, mas muito pouco chega ao funcionário", acrescenta Andrea Huggard-Caine. "Talvez parte do plano seja fazer a comunicação rapidamente ou evitar que se crie pânico."

Outro ponto a ser resolvido pelas empresas é como manter os empregados sempre alertas.

O coordenador da pós-graduação em segurança empresarial da Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado, Antonio Celso Ribeiro Brasiliano, diz que "no Brasil e no mundo, o treinamento não acontece de forma eficaz: o funcionário acredita que o problema não irá acontecer com ele".

Além disso, há a necessidade de prever cuidados psicológicos. "Há um "gap" [falha] no trabalho de intervenção imediata em caso de situações traumáticas, como assaltos, calamidades ou mortes no ambiente de trabalho", diz Amaury Leite Cruz, diretor de desenvolvimento de novos negócios da Hewitt Associates.


     

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