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22/08/2007 - 10h24

Ministério Público investigará fraude em concurso

GUSTAVO GOMES
do Agora

O Ministério Público Estadual vai investigar uma possível fraude nas provas do concurso para a Câmara Municipal de São Paulo aplicadas no dia 22 de julho. Nos próximos dias, será definido o promotor responsável pelo caso.

Em nota divulgada ontem em sua página na internet, a Vunesp informou que abriu sindicância interna e que pediu ajuda policial para checar se houve mesmo irregularidades. A fundação irá se pronunciar hoje sobre o caso.

O fato de três dos cinco primeiros colocados na primeira etapa para o cargo de técnico administrativo terem o mesmo sobrenome levantou suspeitas em outros concorrentes, que descobriram, por meio do site de relacionamentos Orkut, que outros dois candidatos que gabaritaram a prova fazem parte do mesmo círculo de amizades.

Ao consultar os resultados do concurso para o Tribunal de Justiça de São Paulo, também organizado pela Fundação Vunesp, os demais concorrentes descobriram que três dos suspeitos de fraude prestaram as provas para o TJ em junho, mas nenhum deles se classificou para a segunda fase. Na ocasião, os suspeitos conseguiram entre 32% e 57% dos pontos possíveis.

Desde domingo, as páginas de recados no Orkut dos candidatos apontados como fraudadores estão cheias de ameaças e de mensagens irônicas. Em um dos recados, um dos concorrentes ao cargo insinua que a prova teria sido conseguida com antecedência por um dos primeiros colocados, que seria funcionário da gráfica responsável pela impressão dos exames.

No site www.pciconcursos.com.br também foi criado um fórum para debater a suposta fraude. Desde segunda-feira, a reportagem tem tentado entrar em contato, por e-mail, com os suspeitos, sem obter resposta.

A Anpac (Associação Brasileira de Proteção aos Concursos) também afirma ter recebido reclamações de concorrentes, que se sentem prejudicados pela coincidência. O cargo de técnico judiciário exige o ensino médio completo e paga salário de R$ 2.396,70.

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