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02/09/2007 - 13h38

Pedido de aumento deve estar baseado no desempenho profissional

WILLIAN VIEIRA
colaboração para a Folha

Ainda que não exista uma fórmula pronta para pedir aumento --questão delicada em qualquer cenário econômico--, especialistas são unânimes ao aconselhar: o pedido deve se basear, acima de tudo, no desempenho do funcionário, não em sua vida particular.

"Problemas pessoais nunca devem ser usados como argumento", reforça Augusto Costa, diretor geral da Manpower no Brasil. A questão deve ser tratada de forma objetiva, mas sutil, e com fatos, não apelos, diz.

Geraldo Gianiselo, da consultoria Across, pondera, porém, que o cenário econômico não deve ser o único argumento levado à discussão, já que a empresa pode estar passando por problemas, mesmo com a economia brasileira indo bem.

"Pedir aumento baseado nessa avaliação é uma prática temerária, já que dificilmente a defasagem atinge só o profissional que pede", garante. Tal atitude poderia soar egoísta e desconectada da realidade da empresa. "O mais importante é seu desempenho na função e se ele supera expectativas."

A economista Giselle Ramos, 27, desembolsou um valor alto para fazer um curso de aperfeiçoamento no exterior, mas tinha a certeza de que, com o diferencial em mãos, ao pleitear o aumento, iria consegui-lo.

O desafio, conta, não foi tão difícil. "É só mostrar que você é qualificado e importante para a empresa que seu pedido será aceito", simplifica Ramos, que foi promovida a gerente sênior na Brazilian Business School, com um salário 20% maior.

Hora certa

Se não há receita para pedir o reforço, há fatores que, segundo consultores, podem contribuir para um bom resultado.

Aumento salarial é sempre bem-vindo, mas como saber a hora certa de reivindicá-lo?

Segundo Gianiselo, a avaliação deve levar em conta três fatores: desempenho do profissional, resultados financeiros da empresa e humor do chefe. Isso reunido, é preciso agir naturalmente. "Se o profissional estiver seguro, poderá também pedir um "feedback"."

Identificar o momento certo evitou que Ramos se frustrasse. "Esperei terminar o curso porque sabia que a empresa me avaliaria melhor", diz ela, em consenso com os consultores.


     

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