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09/09/2007 - 11h02

Indústria abre alas para a contratação de temporários de Natal

MARIA CAROLINA NOMURA
Colaboração para a Folha de S.Paulo

Quem pensa que as tradicionais contratações de temporários de fim de ano são exclusivas do varejo deve ficar atento: diferentemente do comércio -que costuma abrir vagas a partir de outubro-, a indústria, principalmente a de alimentos, começa a aquecer seu quadro funcional desde já.

Segundo Paulo Mol, economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria), os indicadores do setor apontam que, nesta época, há um aumento das horas trabalhadas e, consequëntemente, da demanda de mão-de-obra.

"É um crescimento natural em decorrência do período."

Fabricantes de panetones, de aparelhos eletrônicos e de roupas e frigoríficos saem na frente. Mol afirma, contudo, que a figura do temporário ainda é mais arrefecida na indústria se comparada ao comércio.

"Essa modalidade de emprego está em regulamentação em algumas empresas e ainda há restrição de alguns sindicatos."

Para o varejo, a perspectiva é otimista: alta de 10% nas contratações em relação a 2006.

De acordo com Vander Morales, da Asserttem (associação de trabalho temporário), serão criados mais de 100 mil postos de trabalho temporário no país -32% deles em São Paulo.

Entre os indicadores desse aumento, Morales aponta oferta de crédito, prazos longos de financiamento e maior fiscalização contra a informalidade.

Provisório

Não foram apenas as oportunidades de trabalho temporário que ampliaram. As chances de contratação no comércio serão maiores neste ano, com um índice de 35%, afirma Morales.

A indústria também deve absorver parte da mão-de-obra, na visão de Paulo Francini, diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). "Esperamos um crescimento de empregos de 3% a 4% em relação a 2006", calcula.

Para que o trabalhador transforme esse posto temporário em fixo, o conselho é dedicação. "A pessoa tem que dar o melhor de si para ser contratado e também para que o empregador se lembre dela em vagas futuras", atesta Augusto Costa, 49, diretor-geral da Manpower.

"Quando o trabalho é bem-feito, o cliente reconhece pedindo o mesmo time do ano anterior", salienta Luiza de Paula, diretora comercial da Gelre.

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