11/11/2007
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08h17
Para tornar-se conhecido, ter dedicação é essencial
Colaboração para a Folha de S.Paulo
Se para profissionais famosos convites para palestras são instantâneos e conseqüência do sucesso, para os mais desconhecidos o caminho do palco surge de maneira mais tímida.
"Isso não significa que esse profissional seja despreparado ou não tenha a bagagem necessária. Mas as empresas têm receio de contratar nomes novos e a palestra ser um fiasco", afirma Ana Tikhomiross, 39, diretora da Palestrarte, banco de conferencistas que agencia profissionais para eventos.
A justificativa, segundo Tikhomiross, é a grande quantidade de pessoas despreparadas. "Ser palestrante é coisa séria, a pessoa precisa estudar, divulgar seu trabalho, verificar a concorrência. Não é simplesmente se apresentar", salienta.
Para que o profissional torne-se conhecido, a sugestão é mostrar algum trabalho intelectual, como escrever artigos, livros e ter um site na internet. Outra dica é mostrar material de divulgação, como uma palestra gravada --mas autêntica.
Aprimorar as habilidades de fala e de apresentação em cursos específicos pode ajudar o profissional a ter mais confiança para ingressar no mercado.
O próprio cestinha Oscar Schmidt defende que quem é inseguro ou envergonhado deve buscar algum tipo de ajuda. Ele diz, contudo, que aprendeu na prática. "Aos poucos fui tirando meus vícios e muletas de linguagem", comenta.
Sem fortuna
Apesar das promessas de que palestras podem render muitos frutos, Ana Tikhomiross ressalva que o mercado não é uma mina de ouro. "Quem ganha R$ 10 mil por apresentação já atingiu certa maturidade no ramo."
Os requisitos tempo e dedicação para se diferenciar não impedem, porém, que essa via seja tida como fonte de renda.
Criada há quatro anos com o objetivo de ajudar pessoas que pensam dessa forma, a Academia do Palestrante ensina técnicas de elaboração de palestras e de pesquisa de fontes. "Mas o elemento principal é a paixão pelo tema", diz Edmar Oneda, diretor da academia.
Seguindo a prescrição, o médico Antônio Jajah Nogueira, o dr. Jajah, ex-aluno do curso, diz que o investimento é válido.
"Moro em Mato Grosso do Sul e dou palestras há mais de dez anos. No começo, cobrava R$ 2.000 --hoje são R$ 5.000. Agora minha secretária tem de aprender a vender palestras", conta Nogueira.
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