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18/11/2007 - 09h36

Perfil das chinesas ganha espaço no Brasil

Colaboração para a Folha de S.Paulo

O modo chinês de administrar está abrindo espaço entre os brasileiros. Até dezembro de 2006, a China investiu US$ 91 milhões no Brasil, em setores como os de bens de consumo duráveis, telecomunicações e mineração. Os dados são da Embaixada da China no Brasil.

O estilo de gerenciamento chinês é marcado por independência, planejamento e agilidade na tomada de decisões, diz Hsieh Yuan, diretor de prática chinesa da consultoria KPMG.

"O modelo de raciocínio é diferente. [O chinês] usa 90% do tempo para planejar uma tarefa e 10% para executá-la. O brasileiro faz primeiro e depois corrige", aponta Yuan.

Nas firmas de origem chinesa, a pressão por resultados é alta. "Há excesso de reuniões para cobrar resultados", afirma Paul Liu, presidente-executivo da Câmara Brasil-China de Desenvolvimento Econômico.

Há, entretanto, independência entre empresas que compõem uma holding chinesa. "O gerente-geral da unidade reporta-se à holding, mas pode criar padrões de gestão diferentes", explica Yuan.

As companhias chinesas não costumam conceder benefícios que representem diferenciais --somente obedecem à legislação brasileira. "Não há uma criatividade que diferencie as chinesas", avalia Yuan.


     

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